Em meio a mais uma crise, Novo de SC desconvida Zema de evento partidário

Decisão da direção estadual ocorre em meio à repercussão nacional das críticas de Eduardo Bolsonaro ao partido pela cassação do vereador Cleiton Profeta (PL), em Joinville, e amplia o desgaste envolvendo a legenda em Santa Catarina.

 

A direção estadual do Novo em Santa Catarina abriu uma nova frente de desgaste político ao retirar o convite feito ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para participar de um evento partidário marcado para o dia 4 de julho. A decisão ocorre em um momento delicado para a legenda, que ainda enfrenta a repercussão nacional das críticas feitas por lideranças bolsonaristas após a cassação do vereador Cleiton Profeta (PL), em Joinville.

 

O comunicado foi divulgado pelo presidente estadual do partido, Kahlil Zattar, informando que Zema, principal liderança nacional do Novo e pré-candidato à Presidência da República em 2026, não participará mais do encontro programado em Santa Catarina.

 

A medida surpreendeu filiados, dirigentes municipais e pré-candidatos da legenda. Nos bastidores, a decisão foi recebida com desconforto por integrantes do partido, especialmente pelo simbolismo de envolver justamente o principal nome nacional do Novo para a próxima disputa presidencial.

 

A polêmica surge poucos dias após o partido já ter sido alvo de críticas de setores ligados ao bolsonarismo. O episódio teve origem na Câmara de Vereadores de Joinville, onde parlamentares do Novo votaram favoravelmente à cassação do mandato de Cleiton Profeta.

 

A decisão provocou forte reação nas redes sociais. Entre os críticos esteve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou que vereadores do Novo teriam se alinhado a adversários políticos para retirar o mandato do parlamentar do PL. A manifestação deu repercussão nacional ao caso e colocou o partido no centro do debate entre lideranças da direita.

 

Agora, o desconvite a Zema adiciona um novo elemento à crise. Embora a direção estadual não tenha detalhado oficialmente os motivos da decisão, o episódio ocorre em meio às discussões sobre o posicionamento do Novo nas eleições de 2026 e sobre a relação da legenda com setores do bolsonarismo.

 

Em Santa Catarina, a situação ganha relevância adicional porque PL e Novo vêm mantendo diálogo político visando a formação de alianças para a próxima eleição estadual. O prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), é apontado como uma das principais lideranças da sigla no Estado e aparece frequentemente entre os nomes lembrados para compor uma eventual chapa majoritária liderada pelo governador Jorginho Mello (PL).

 

Com a repercussão dos dois episódios, lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos. O que começou como uma controvérsia municipal em Joinville acabou sendo seguido por uma nova crise partidária, colocando o Novo novamente no centro das discussões políticas catarinenses e nacionais.