Informações de bastidores do Centro Administrativo de Concórdia indicam que os pagamentos em duplicidade envolvendo a secretária municipal de Educação, Rosane Lazzarotto Rossetto, podem alcançar cerca de R$ 15 mil. O valor ainda não foi oficialmente confirmado pela Prefeitura, mas circula entre integrantes do governo enquanto o caso segue sendo alvo de questionamentos na Câmara de Vereadores.
A situação veio à tona após respostas encaminhadas pelo Executivo ao Requerimento nº 168/2026, de autoria da vereadora Ingrid Fiorentin (PT), nas quais a própria Prefeitura reconheceu a existência de pagamentos em duplicidade durante o período em que Rosane permaneceu foi pelo Governo do Estado ao Município.
Na última semana, a secretária se manifestou publicamente em entrevista à TV Concórdia. Ela afirmou que sua honra e sua conduta profissional foram colocadas em dúvida e negou qualquer irregularidade. Segundo Rosane, a duplicidade ocorreu em razão dos trâmites administrativos da cessão, com ônus para a Prefeitura, e não por iniciativa sua.
A secretária explicou que o Governo do Estado continuou efetuando os pagamentos em sua folha funcional enquanto o Município realizava sua remuneração. Conforme a versão apresentada, o processo de ressarcimento ao Estado foi iniciado posteriormente, após as comunicações oficiais entre os dois entes públicos. Ela afirmou ainda que os valores já foram regularizados e que, daqui para frente, o procedimento passará a ocorrer automaticamente, com desconto na folha municipal e posterior devolução ao Estado.
Apesar das explicações, a Prefeitura ainda não tornou públicos os documentos que permitam verificar quanto foi efetivamente pago em duplicidade, em quais meses ocorreram os repasses, qual o valor total ressarcido e quando a regularização foi concluída.
Diante da ausência dessas informações, a vereadora Ingrid Fiorentin protocolou um novo requerimento, aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores. No documento, ela solicita que o Executivo apresente, de forma detalhada, os valores pagos em duplicidade, as competências envolvidas, as datas dos ressarcimentos, os comprovantes das devoluções ao Governo do Estado e toda a documentação utilizada para regularizar a situação.
Com a tramitação do requerimento, a expectativa é que a Prefeitura apresente os documentos oficiais que permitam confirmar o montante envolvido e esclarecer definitivamente se os valores mencionados nos bastidores correspondem ao total dos pagamentos realizados em duplicidade.





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