O candidato ao Governo de Santa Catarina pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Gelson Merisio, deu o tom da campanha eleitoral ao fazer um duro discurso contra a gestão do governador Jorginho Mello (PL). Durante ato político que marcou o início oficial da caminhada do Campo Democrático, Merisio concentrou ataques à administração estadual, questionou indicadores de infraestrutura, segurança, saúde e educação, além de criticar a imagem que, segundo ele, o Estado vem projetando nacionalmente.
Merisio disputa o governo pela coligação Campo Democrático, que reúne PSB, PT, PDT, PSOL, PCdoB, PV, Rede e Solidariedade. A chapa tem a ex-deputada Ângela Albino (PDT) como candidata a vice-governadora e os candidatos ao Senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL), que também participaram do lançamento da campanha e defenderam um projeto de oposição ao atual governo estadual e alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sem citar diretamente o governador em todos os momentos da fala, Merisio afirmou que a missão da coligação é impedir que Santa Catarina siga o atual rumo político.
“Nós não vamos permitir que se faça em Santa Catarina o que a extrema direita procurou fazer no Brasil”, declarou.
Na área da infraestrutura, o candidato afirmou que, em três anos e meio de governo, “nenhum quilômetro de estrada foi duplicado”. Também criticou a segurança pública, dizendo que não houve construção de novas vagas no sistema prisional e que o efetivo das polícias Militar e Civil é menor do que em 2018. Na educação, afirmou que Santa Catarina possui hoje o terceiro pior salário para professores do país e disse que os indicadores de saúde e educação vêm registrando queda.
Merisio também direcionou críticas ao discurso político predominante no Estado. Segundo ele, Santa Catarina passou a ser conhecida por uma imagem que não representa a realidade vivida pelos catarinenses.
“Querem vender ao Brasil uma Santa Catarina da arma em punho, do ódio e da divisão. Essa não é a Santa Catarina que nós vivemos.”
O candidato defendeu que o Estado seja reconhecido como acolhedor, trabalhador e aberto aos imigrantes, rejeitando a ideia de que Santa Catarina seja identificada por episódios de racismo, feminicídio e intolerância.
Outro eixo do discurso foi a defesa de uma maior aproximação entre Santa Catarina e o governo federal. Merisio afirmou que pretende mostrar aos catarinenses que as principais obras realizadas no Estado nas últimas décadas tiveram participação decisiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando que essa contribuição teria sido minimizada nos últimos anos.
“É hora de mostrar ao povo catarinense a verdade que precisa ser dita”, concluiu.
As declarações reforçam a estratégia da campanha de Merisio de polarizar o debate com o governador Jorginho Mello e associar sua candidatura à defesa de uma reaproximação institucional entre Santa Catarina e o governo federal, tendo a reeleição do presidente Lula como uma das principais bandeiras políticas.





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