Presidente reage a movimento interno, reforça linha definida pelo partido e expõe divisão entre apoio ao governo e pré-coligação com João Rodrigues
O presidente estadual do MDB em Santa Catarina, deputado federal Carlos Chiodini, divulgou nesta terça-feira (28) uma carta pública em tom duro direcionada aos filiados do partido. O documento foi publicado após lideranças emedebistas se reunirem na segunda-feira (27), em Florianópolis, com o governador Jorginho Mello, movimento que aprofundou a divisão interna da sigla.
No texto, Chiodini afirma que o momento exige clareza e posicionamento, e faz uma defesa direta do protagonismo do MDB no cenário estadual. Ele relembra a trajetória do partido e alerta para o risco de decisões que coloquem a sigla em posição secundária.
Sem citar nomes diretamente, o presidente critica a construção de um movimento interno que, segundo ele, tenta levar o MDB a uma aliança subordinada ao atual governo. Para Chiodini, esse caminho “não é estratégia, não é construção política — é apequenamento”, e contraria a história do partido em Santa Catarina.
A carta escancara o racha interno. De um lado, lideranças que defendem aproximação com o projeto liderado por Jorginho Mello. De outro, um grupo que sustenta o alinhamento com o projeto encabeçado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
Encaminhamento do MDB
Paralelamente a esse movimento, o MDB realizou nos últimos meses uma caminhada por todas as regiões de Santa Catarina, ouvindo filiados e lideranças locais sobre os rumos do partido.
Dessa construção interna, a tese prioritária foi a de candidatura própria ao governo do Estado. Como alternativa, o partido definiu o apoio a uma composição com João Rodrigues.
A partir desse encaminhamento, o diretório estadual avançou na articulação de uma pré-coligação formada por PSD, MDB e a federação progressista (União Brasil e PP). Dentro desse desenho, a posição formal do partido sempre foi a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por João Rodrigues.
O encontro de lideranças do MDB com o governador nesta semana ocorre em meio a esse cenário já definido internamente e acaba tensionando ainda mais a unidade partidária.
No encerramento da carta, Chiodini faz um alerta direto: o MDB precisa decidir se quer ser protagonista ou aceitar, gradualmente, a perda de relevância no cenário político catarinense.






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