Placar de 42 a 34 marca primeira rejeição de um indicado ao Supremo na história e impõe revés ao governo
O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em um resultado inédito na história recente das nomeações para a Corte.
A votação em plenário terminou em 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos, que correspondem à maioria absoluta dos 81 senadores.
É a primeira vez que o Senado rejeita um nome indicado por um presidente da República para o Supremo, o que transforma o episódio em uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi tomada após a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, onde o nome já enfrentava resistência. No plenário, a articulação do governo não foi suficiente para reverter o cenário adverso.
Indicações ao STF tradicionalmente são aprovadas com relativa tranquilidade, fruto de acordos políticos prévios. A rejeição quebra esse padrão e expõe fragilidades na base de apoio do governo dentro do Senado.
Durante a tramitação, senadores levantaram questionamentos sobre o perfil técnico e jurídico do indicado, além de críticas à proximidade com o Palácio do Planalto. O debate também foi marcado por manifestações antecipadas de voto contrário, ampliando a pressão sobre parlamentares indecisos.
Messias é o terceiro nome indicado por Lula ao Supremo neste mandato. A rejeição abre um novo cenário político em torno da vaga e deve intensificar as negociações entre o governo federal e o Senado para a escolha de um novo indicado.
Nos bastidores, a avaliação é de que o próximo nome precisará ter maior capacidade de diálogo político para evitar novo desgaste e garantir aprovação no plenário.





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