Amin reage a proposta de Carol de Toni e chama articulação de “ofensa debochada”

Sugestão de espaço em eventual governo de Flávio Bolsonaro irrita senador, que reafirma candidatura ao Senado e alinhamento com João Rodrigues

 

O senador e pré-candidato à reeleição, Esperidião Amin (Progressistas), reagiu com dureza à declaração da deputada federal Carol de Toni (PL), que sugeriu a possibilidade de ele ocupar um espaço em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), em troca de uma composição política em Santa Catarina.

 

A fala, feita pela parlamentar em entrevista ao podcast Café nas Eleições, foi classificada por Amin como uma “ofensa debochada”.

 

— Eu lamento profundamente que uma deputada que eu respeito se preste a fazer uma ofensa como essa — afirmou o senador.

 

“Não é honesto”

 

Ao comentar a proposta, Amin afirmou que a sugestão fere princípios básicos de negociação e respeito político.

 

— Você só deve propor o que você aceitaria. Se você propõe algo que seria uma ofensa para você, não deve oferecer ao outro.

 

O senador reforçou que considera inadequado sugerir cargos em troca de apoio político, classificando a abordagem como desrespeitosa.

 

— Fazer uma sugestão que você não aceitaria não é honesto. O princípio básico é respeito.

 

Disputa ao Senado mantida

 

Mesmo após o episódio, Amin reiterou que seguirá na disputa pelo Senado em 2026. Ele deve integrar a chapa liderada pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo de Santa Catarina.

 

O movimento ocorre após o senador ter sido preterido pelo governador Jorginho Mello (PL), que optou por uma chapa alinhada ao próprio partido, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro (PL) projetados para a disputa ao Senado.

 

— Vamos disputar. A democracia vive da disputa — disse Amin, ao afirmar que está “confortável” com sua posição no cenário político.

 

O que disse Carol de Toni

 

Na entrevista, Carol de Toni afirmou que, pela experiência de Amin, ele poderia contribuir em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, chegando a mencionar a possibilidade de ocupar um ministério.

 

A deputada também sugeriu a construção de diálogo envolvendo lideranças do PL e do Progressistas, embora tenha admitido que a ideia não havia sido previamente discutida com o governador Jorginho Mello.