Republicanos dobra a aposta para filiar Fabiano Caitano, mas enfrenta entrave interno em Concórdia

Bastidores da política local indicam articulações intensas para 2028, mas histórico recente ainda pesa na decisão do ex-candidato a prefeito

 

O Fabiano Caitano voltou ao radar das articulações políticas em Concórdia. Informações de bastidores apontam que o Republicanos intensificou movimentos para filiar o ex-candidato a prefeito, com promessas consideradas robustas dentro do cenário local.

 

Relatos dão conta de que Caitano tem sido procurado com frequência por lideranças da sigla, incluindo sinalizações de protagonismo no próximo ciclo eleitoral. Entre as garantias discutidas estariam a viabilidade de candidatura à prefeitura em 2028 e até mesmo a composição de chapa majoritária.

 

Apesar do cenário aparentemente favorável, há um obstáculo relevante — e ele passa por um episódio ainda recente na política municipal.

 

Entrave tem nome: traição

 

O principal ponto de resistência está diretamente ligado ao atual presidente do Republicanos em Concórdia, Marciano Coradi.

 

Coradi foi coordenador da campanha de Caitano nas eleições de 2024, exercendo papel central na condução do projeto eleitoral. Sob sua responsabilidade estavam decisões estratégicas, gestão de recursos, contratação de pesquisas e a articulação geral da campanha.

 

No entanto, após o processo eleitoral, surgiram informações de que, paralelamente à coordenação, Coradi teria mantido aproximação com o grupo do então prefeito Edilson Massocco e do vice Fábio Ferri.

 

Segundo relatos de bastidores, essa relação teria incluído o compartilhamento de informações estratégicas da campanha, o que gerou forte desgaste interno e a percepção de quebra de confiança dentro da coligação.

 

O episódio ganhou ainda mais peso político quando, já no início de 2025, Coradi apareceu entre os primeiros nomeados do governo Massocco, ocupando cargo na área de planejamento e relações institucionais.

 

Com a saída de Massocco da prefeitura e a ascensão de Fábio Ferri ao comando do Executivo, a influência de Coradi teria se consolidado ainda mais, especialmente pela relação próxima com o atual prefeito.

 

Sem partido, mas no centro das articulações

 

Atualmente, Fabiano Caitano encontra-se sem filiação partidária. Após as eleições de 2024, chegou a ser cogitada uma possível candidatura a deputado federal, pelo PSD, mas o movimento não se confirmou.

 

Sem vínculo partidário, Caitano passou a ser alvo de diferentes siglas, o que explica o assédio mais recente por parte do Republicanos.

 

Mesmo assim, interlocutores próximos afirmam que o episódio envolvendo Marciano Coradi ainda não foi superado. A avaliação é de que, independentemente das condições oferecidas, a questão da confiança segue como fator decisivo.

 

Há uma máxima na política que ajuda a explicar o momento: a política até perdoa a traição, mas jamais o traidor.