A situação das filas na saúde pública de Concórdia voltou ao centro do debate na Câmara de Vereadores durante a apresentação de um relatório sobre atendimentos e demandas da rede municipal. Apesar de avanços registrados em alguns setores, os dados e manifestações no Legislativo indicam que o principal objetivo anunciado pelo Executivo ainda não foi alcançado: zerar as filas de exames, consultas e procedimentos especializados.
No ano passado, o prefeito de Concórdia, Edilson Massocco, lançou com anúncio público e discurso o programa “Saúde Levado a Sério”. A iniciativa foi apresentada como uma das principais ações da gestão municipal na área da saúde, com a promessa de eliminar a fila de espera por exames e consultas especializadas.
No entanto, já com a virada do ano, a meta ainda não foi atingida.
Demanda reprimida em especialidades
Durante manifestação na Câmara, o vereador Evandro Pegoraro destacou que, apesar de progressos registrados em alguns atendimentos, ainda existe demanda reprimida em diversas especialidades médicas.
— Identificamos que algumas especialidades ainda apresentam demanda reprimida. A Secretaria está buscando a contratação de novos profissionais e parceiros para ampliar a oferta de consultas e atendimentos especializados — explicou.
A dificuldade para ampliar o atendimento com médicos especialistas segue sendo um dos principais gargalos do sistema público de saúde.
Cirurgias de alta complexidade ainda preocupam
Outro ponto levantado no debate envolve a fila para cirurgias de maior complexidade, especialmente na área de ortopedia.
Procedimentos como cirurgias de quadril, joelho e coluna continuam entre os que apresentam maior tempo de espera.
— Sabemos que é um grande desafio avançar nas cirurgias de alta complexidade. Precisamos intensificar ações conjuntas com o hospital, com o poder público municipal e estadual, inclusive com a realização de mutirões, para reduzir essa fila que é tão importante para a nossa população — afirmou Pegoraro.
Meta ainda distante
A discussão na Câmara reforça que o programa “Saúde Levado a Sério” ainda não conseguiu alcançar o principal compromisso anunciado pelo Executivo.
A promessa de zerar as filas na saúde foi apresentada como uma das principais narrativas da gestão municipal, mas os dados e relatos apresentados no Legislativo indicam que o problema ainda persiste, especialmente no acesso a especialistas e em procedimentos de maior complexidade.






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