Santiago Peña sofre impeachment e tem prisão decretada no Paraguai

Ex-presidente é investigado por suspeitas de irregularidades ligadas ao Ueno Bank; vice Pedro Alliana deverá assumir o governo.

 

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña, do Partido Colorado, teve a prisão decretada nesta sexta-feira (6), após ser destituído pelo Senado em um processo de impeachment. A ordem foi expedida pelo Ministério Público no âmbito das investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank.


A determinação prevê que Peña permaneça em sua residência até ser colocado à disposição da Fiscalía. O ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, também teve a detenção determinada. As apurações envolvem suspeitas de lesão de confiança e outros possíveis crimes relacionados à instituição financeira.

 

A destituição de Peña foi aprovada pelos 44 senadores presentes à sessão. Com a saída, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país. Peña nega ter cometido irregularidades.

 

A crise política se agravou após a intervenção no Ueno Bank, que deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso aos depósitos e provocou manifestações. Peña havia sido acionista da holding ligada ao grupo controlador da instituição, participação da qual se desfez em 2025. Parlamentares questionam possíveis conflitos de interesses e a aplicação de recursos públicos e previdenciários no banco.

 

Na quinta-feira (5), Peña anunciou a renúncia, mas o Congresso não formalizou a aceitação e manteve o julgamento político. Seus advogados contestaram o prazo concedido para a defesa e sustentaram que o pedido de saída deveria ter encerrado o processo.