A vereadora Ingrid Fiorentin (PT) voltou a falar sobre o pagamento em duplicidade envolvendo a secretária municipal de Educação de Concórdia, Rosane Lazzarotto Rossetto, e apresentou novos detalhes sobre a devolução dos recursos.
Segundo a parlamentar, R$ 12.116,69 serão devolvidos pela secretária aos cofres municipais em 12 parcelas.
Ao abordar o caso, Ingrid também fez um questionamento direto. Disse não compreender como alguém poderia receber valores de aproximadamente R$ 5 mil a R$ 6 mil em seus contracheques sem perceber o recebimento.
“É impossível alguém receber nos seus contracheques valores de 5, 6 mil reais e não perceber”, afirmou a vereadora, acrescentando que esse permanece sendo seu principal questionamento sobre o episódio.
Município já ressarciu o Estado
Conforme as informações apresentadas por Ingrid a partir das respostas encaminhadas pelo Executivo, o Município de Concórdia já ressarciu o Governo de Santa Catarina pelos valores relacionados às competências de abril, maio e junho de 2026.
Segundo a parlamentar, em 8 de julho, a Prefeitura realizou, por meio de documento de arrecadação de receita estadual, o pagamento de R$ 12.116,69 ao Estado.
Ingrid explicou que, de acordo com a documentação analisada por seu gabinete, o Estado não deveria suportar o ônus financeiro da cessão da servidora. Dessa forma, tendo ocorrido pagamento estadual, caberia ao Município fazer o ressarcimento.
Secretária terá que devolver R$ 12,1 mil à Prefeitura
Depois do ressarcimento feito pela Prefeitura ao Governo do Estado, restava saber como o Município recuperaria o dinheiro.
Segundo Ingrid, a resposta encaminhada pelo Executivo informa que foi constituído um crédito administrativo no valor principal de R$ 12.116,69 perante o Município.
O valor é objeto do Termo de Reparcelamento nº 1.825/2026 e, conforme a vereadora, será devolvido pela secretária municipal de Educação em 12 prestações.
Na prática, segundo as informações apresentadas pela parlamentar, a Prefeitura já devolveu ao Estado os R$ 12,1 mil e agora receberá da secretária o mesmo valor de forma parcelada.
Caso começou após servidores procurarem Ingrid
A vereadora explicou que tomou conhecimento da situação em junho, quando foi procurada por um grupo de professores e servidores.
Segundo Ingrid, eles relataram ter identificado nos portais da Transparência do Município e do Estado que a secretária aparecia recebendo pelas duas fontes.
A partir da informação, a vereadora e sua assessoria passaram a analisar portarias e documentos relacionados à cessão da secretária e também consultaram os dados disponíveis nos dois portais.
Vereadora procurou o RH antes de protocolar requerimento
Ingrid relatou que, em 1º de julho, foi pessoalmente ao setor de Recursos Humanos da Prefeitura para questionar os pagamentos.
Segundo ela, apresentou a informação de que a secretária estava recebendo tanto do Município quanto do Estado. A resposta que afirma ter recebido dos atendentes foi de que, no âmbito municipal, estaria tudo correto e que eventual problema deveria ser verificado junto ao Governo do Estado.
Depois de revisar novamente a documentação, Ingrid e sua assessoria protocolaram, em 2 de julho, um requerimento solicitando oficialmente explicações sobre os pagamentos.
Conforme a vereadora, a primeira resposta trouxe indícios da duplicidade, mas ainda não esclareceu suficientemente como os pagamentos haviam ocorrido.
Por isso, em 23 de julho, foi apresentado um segundo requerimento, desta vez buscando informações sobre como e quando os valores foram pagos e quais providências seriam adotadas.
Foi a partir dessa nova resposta, segundo Ingrid, que ficaram detalhados o ressarcimento de R$ 12.116,69 feito pelo Município ao Estado e a constituição do crédito administrativo para que a secretária devolva o valor à Prefeitura.
“Vou continuar fiscalizando”
No vídeo, Ingrid também reagiu às críticas que afirma estar recebendo em razão de sua atuação.
A parlamentar disse que foi eleita para fiscalizar o Executivo e que continuará exercendo essa função.
“Se o meu trabalho aqui está causando o desconforto de alguém, infelizmente não tenho o que fazer. Eu vou continuar fiscalizando, eu vou continuar denunciando e eu vou continuar honrando cada voto recebido”, declarou.
Para Ingrid, independentemente das repercussões políticas do episódio, permanece a dúvida sobre como os pagamentos não teriam sido percebidos pela própria beneficiária.
O caso agora apresenta um novo elemento objetivo: de acordo com a resposta administrativa relatada pela vereadora, a Prefeitura já ressarciu o Estado em R$ 12.116,69 e a secretária municipal de Educação terá que devolver esse valor ao Município em 12 parcelas.





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