A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) encaminhou nesta segunda-feira (17) um ofício ao ministro dos Transportes, George Santoro, cobrando medidas urgentes para aumentar a segurança na BR-153, especialmente no trecho que atravessa o município de Concórdia.
No documento, a entidade manifesta “profunda preocupação” com a segurança viária e pede a adoção de medidas concretas para reduzir a velocidade dos veículos e prevenir novos acidentes.
A ACIC destaca que a BR-153 tem papel fundamental para o transporte de cargas, deslocamento de trabalhadores e desenvolvimento econômico regional, mas lembra que a rodovia também atravessa áreas urbanizadas de Concórdia. Diariamente, carros, motocicletas, caminhões e carretas dividem o espaço com moradores e trabalhadores que circulam nas proximidades da rodovia.
Pedido inclui radares e redutores de velocidade
Entre as providências solicitadas estão a instalação de radares, redutores de velocidade ou outros mecanismos de controle, conforme avaliação técnica dos órgãos responsáveis.
A ACIC aponta nove locais que considera prioritários:
● Trevo de acesso à comunidade de Pinhal;
● Trevo principal de acesso a Concórdia;
● Trevo da Canhada Funda, nas proximidades da Carboni Iveco;
● Em frente à Dicave/Volvo;
● Em frente ao Supermercado CompreTudo;
● Próximo ao Posto Russi, em frente à D&D Manutenção;
● Em frente à Coopercarga, hotel e pátio;
● Nas proximidades do trevo de acesso à comunidade de Tamanduá;
● Trevo de acesso a Peritiba, Piratuba e Ipira.
A preocupação, segundo a entidade, está relacionada à frequência dos acidentes registrados na rodovia, inclusive ocorrências com vítimas fatais. Para a ACIC, a combinação entre velocidade, intenso fluxo de veículos e circulação de pedestres aumenta o risco no trecho.
“Estamos falando de vidas”
No ofício, a associação afirma que não pretende prejudicar o transporte rodoviário ou comprometer o fluxo da BR-153. A intenção seria encontrar uma solução que permita conciliar a importância econômica da rodovia com a segurança de quem mora, trabalha ou circula às suas margens.
A entidade reconhece que obras estruturais, como passarelas, melhorias nos acessos e adequações geométricas, seriam necessárias para uma solução definitiva. Enquanto essas intervenções não acontecem, porém, defende medidas emergenciais para reduzir a velocidade nos pontos considerados mais perigosos.
A ACIC pede que o Ministério dos Transportes encaminhe a reivindicação aos órgãos responsáveis pela administração e fiscalização da BR-153 para uma avaliação técnica urgente e posterior implantação das medidas consideradas necessárias.
ACIC admite recorrer ao Ministério Público
O documento também aumenta o tom da cobrança. A associação afirma que, caso não sejam adotadas providências pelas autoridades responsáveis, poderá buscar apoio dos órgãos de controle e do Ministério Público para defender a segurança da população.
A entidade ainda se coloca à disposição para participar de reuniões e discussões técnicas e auxiliar na mobilização da comunidade empresarial em busca de soluções para o trecho.
O ofício é assinado pelo presidente da ACIC, Claudiomiro Vieira, pelo primeiro vice-presidente de Gestão, Roberto Canesso, e pelo segundo vice-presidente de Gestão, Edson Argenton.





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