Negociação de bastidores prevê retirada da candidatura presidencial do governador mineiro; uma das possibilidades seria Zema disputar o Senado por Minas Gerais
O PSD iniciou uma articulação para tentar convencer Romeu Zema (Novo) a desistir da disputa pela Presidência da República e declarar apoio ao candidato do partido, Ronaldo Caiado.
A movimentação ocorre em meio às tentativas de reorganização das candidaturas de centro-direita e direita que aparecem atrás de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (24), interlocutores do PSD apresentaram uma proposta a Zema para a construção de um entendimento político mais amplo. A ideia central é concentrar forças em torno da candidatura de Caiado.
Uma das possibilidades colocadas na mesa seria Zema abandonar a corrida presidencial e disputar uma vaga ao Senado por Minas Gerais. Em contrapartida, apoiaria Caiado na disputa pelo Palácio do Planalto.
A negociação, no entanto, enfrenta resistência dentro do Novo. Dirigentes da legenda sustentam que Zema permanece candidato à Presidência e, até o momento, não há anúncio oficial de desistência.
Ausência no debate aumentou especulações
A articulação ganhou ainda mais repercussão depois que Zema decidiu não participar do primeiro debate presidencial promovido pela Band, neste domingo (23).
Também não compareceram Lula e Flávio Bolsonaro. Com isso, participaram do encontro Ronaldo Caiado, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Antes mesmo das informações sobre a investida do PSD, o Novo havia reagido às especulações provocadas pela ausência de Zema e afirmado que o governador mineiro não cogitava abandonar a candidatura.
Agora, porém, a existência de uma proposta política para que Zema deixe a disputa coloca uma nova variável na corrida presidencial.
PSD busca fortalecer Caiado
A estratégia interessa especialmente ao PSD porque uma eventual saída de Zema reduziria a fragmentação entre candidaturas que disputam um eleitorado semelhante.
Caiado tenta se consolidar como alternativa aos dois candidatos que atualmente polarizam a disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro.
Zema, por sua vez, aparece com percentuais menores nas pesquisas nacionais, mas mantém peso político em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
Por enquanto, não há acordo anunciado. A negociação permanece nos bastidores e a direção do Novo continua sustentando publicamente a candidatura presidencial de Romeu Zema.
Uma eventual desistência, entretanto, teria potencial para alterar a configuração da disputa e fortalecer a tentativa de Caiado de ocupar um espaço maior na corrida ao Palácio do Planalto.






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