Merisio responsabiliza Jorginho pela situação das rodovias e lembra que indicado dele comandou o DNIT nos governos Dilma e Bolsonaro

O candidato ao Governo de Santa Catarina Gelson Merisio fez duras críticas ao governador Jorginho Mello e atribuiu a ele parte da responsabilidade pela situação das rodovias catarinenses, incluindo as federais que cortam o Estado.


Durante sua participação no debate da NDTV neste sábado (8), Merisio recuperou o histórico político envolvendo o DNIT em Santa Catarina e os projetos de concessão de rodovias para sustentar sua crítica.

 

Segundo o candidato, Vissilar Pretto foi indicado politicamente por Jorginho Mello para comandar o DNIT em Santa Catarina durante o governo Jair Bolsonaro. Merisio destacou ainda que a relação vinha de antes, afirmando que Pretto também havia sido uma indicação de Jorginho para a estrutura do órgão durante o governo Dilma Rousseff.

 

Ao citar esse histórico, Merisio argumentou que Jorginho teve influência política sobre o órgão responsável pelas rodovias federais em Santa Catarina durante diferentes governos e, por isso, não poderia transferir exclusivamente para o Governo Federal a responsabilidade pelos problemas enfrentados atualmente nas BRs catarinenses.

 

Merisio também remontou ao governo Jair Bolsonaro. Naquele período, Jorginho era senador por Santa Catarina e Tarcísio de Freitas, atualmente governador de São Paulo, comandava o Ministério da Infraestrutura.

 

De acordo com Merisio, foi estruturado naquele período um projeto de concessões envolvendo rodovias federais e estaduais, no qual as federais entrariam nos projetos de duplicação e as estaduais funcionariam como alimentadoras do sistema.

 

O candidato afirmou que a situação mudou depois da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. Segundo Merisio, Jorginho retirou as rodovias estaduais catarinenses do projeto, obrigando a retomada de etapas do processo, com novas audiências públicas e novos estudos de viabilidade econômica.

 

Merisio comparou Santa Catarina com o Paraná, que, segundo ele, manteve o modelo que vinha sendo estruturado.

 

“O resultado disso: o Paraná, que seguiu o modelo que estava posto, já investiu R$ 8 bilhões em duplicação de rodovias. Santa Catarina, nenhum real”, afirmou.

 

Para Merisio, o episódio demonstra os prejuízos provocados pelo distanciamento político entre o Governo de Santa Catarina e o Governo Federal.

 

“Esta é a verdadeira face desse distanciamento criminoso que o Governo de Santa Catarina faz com o Governo Federal”, declarou.

 

O candidato também afirmou que, na avaliação dele, não houve discriminação do Governo Federal contra Santa Catarina. Merisio disse que o presidente Lula estaria disposto a colaborar com o Estado e alegou que Jorginho não teria solicitado uma audiência para tratar diretamente dessas demandas.

 

“Não foi por discriminação do Governo Federal. Pelo contrário, o presidente Lula sempre esteve aberto. Nunca foi demandado por uma audiência do governador de Santa Catarina”, afirmou.

 

Com a manifestação, Merisio colocou a infraestrutura rodoviária no centro do embate político e buscou rebater o discurso que concentra no Governo Federal a responsabilidade pelas condições das BRs catarinenses, sustentando que Jorginho teve influência sobre o DNIT e participação nas decisões envolvendo o modelo de concessões das rodovias de Santa Catarina.