Seu Mércio, que estava há um longo tempo ausente, voltou a ligar para a Página Quatro nesta sexta-feira (3).
A ligação aconteceu logo depois de ele participar da abertura da Festa Nacional do Leitão Assado (FENAL) 2026, no Centro Multiuso do Parque de Exposições.
A verdadeira novidade circulava discretamente entre os palacianos e anunciava a Fenal de volta as origens. enquanto os convidados experimentavam o coquetel preparado pelos alunos do curso de Gastronomia do Senac Concórdia.
Foi ali que surgiu a explicação para o desaparecimento de um dos assuntos mais comentados da edição passada: o famoso “notório saber” em carne suína para integrar o grupo de degustadores da FENAL.
Um dos palacianos-mor, daqueles que tomam café da manhã, almoçam e jantam com o núcleo mais próximo do prefeito, confidenciou que tudo começou poucos minutos antes da solenidade.
Como homem de fé e religioso praticante, o presidente da Câmara de Vereadores, Closmar Zagonel, teria recebido uma mensagem do além.
O recado era curto:
“Voltem às raízes da FENAL.”
Segundo Seu Mércio, a missão de Zagonel naquela noite teria sido justamente essa: ir até o Parque de Exposições para transmitir o recado recebido ao prefeito Fábio Ferri. Passado o recado e depois de uma rápida conversa com o prefeito, Zagonel teria se ausentado do evento, escalando o vereador Malacarne para representá-lo na solenidade e acompanhar o restante da programação.
A FENAL nasceu para incentivar o consumo da carne suína, aproximar a comunidade da principal cadeia produtiva da região e transformar o leitão assado em protagonista de uma grande festa popular.
Nas primeiras edições, os degustadores eram lideranças comunitárias, representantes de entidades, integrantes da imprensa, presidentes de clubes de serviço e pessoas conhecidas por prestigiar a festa.
Segundo Seu Mércio, a discussão ganhou ainda mais força quando o vereador Malacarne, que representou o presidente da Câmara, Closmar Zagonel, na solenidade, entrou no assunto. Malacarne lembrou que, na própria família, há pessoas exímias em preparar carne suína no forno, em pedaços, à paraguaia e no torresmo, justamente as modalidades da FENAL. Nenhuma delas precisou passar pela cátedra ou por uma universidade para aprender. O conhecimento veio da tradição da família e da prática.
Enquanto a conversa seguia, os convidados experimentavam o coquetel preparado pelos alunos do curso de Gastronomia do Senac Concórdia. Os seis pratos servidos receberam elogios praticamente unânimes.
Foi quando um dos palacianos de plumagem, um daqueles que participou ativamente da Fenal no governo anterior encerrou a discussão:
— Se ninguém perguntou aos alunos do Senac qual era o diploma deles em carne suína para preparar um coquetel desse nível, por que exigir “notório saber” de quem vai apenas degustar?
Houve silêncio.
Depois vieram as risadas.
Segundo Seu Mércio, foi nesse momento que os palacianos revelaram o conteúdo completo da mensagem recebida por Zagonel.
Os critérios para escolher os degustadores da FENAL raiz seriam apenas três.
Primeiro: gostar de comer carne suína.
Segundo: ser uma liderança da comunidade.
Terceiro: se gostar de política, melhor ainda.
O restante fica por conta do bom garfo. Afinal, como resumiu um dos presentes, quem conhece um bom leitão normalmente aprendeu isso na mesa, ao lado da churrasqueira, no meio da fumaça, bem ao estilo FENAL.
Entenda o caso: em 2025, o ex-prefeito Edilson Massocco inventou o critério do “notório saber”
Para quem não acompanhou a FENAL do ano passado, foi em 2025, no primeiro ano da atual gestão, que o então prefeito Edilson Massocco criou o critério do “notório saber” para a escolha dos degustadores da festa. A ideia era que os jurados possuíssem conhecimentos técnicos sobre carne suína para participar da avaliação dos pratos.
Segundo os palacianos ouvidos por Seu Mércio, a mensagem transmitida por Closmar Zagonel ao prefeito Fábio Ferri significaria justamente o retorno da FENAL às suas origens. Com a saída de Massocco da Prefeitura, o “notório saber” também estaria deixando a festa e passando a integrar apenas a coleção de causos da FENAL — e, naturalmente, Os Contos do Seu Mércio.
E, como diria João Canabrava: “Fecha a conta e passa a régua!”






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