João Rodrigues cita tragédia em escola estadual e ressalta importância das medidas de segurança adotadas em unidades municipais de Chapecó

O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, voltou a defender a importância da instalação de portões com detector de metais nas escolas da rede pública municipal após a morte de um adolescente esfaqueado dentro da Escola Estadual Tancredo Neves, em Chapecó.

 

Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (23), o prefeito afirmou que a medida já vem sendo implantada há bastante tempo no município e destacou que praticamente todas as unidades municipais já possuem ou estão recebendo os equipamentos.

 

“Portão com detector de metal. É isso que determinei quando prefeito de Chapecó, que fosse instalado em todas as escolas da rede pública municipal”, afirmou.

 

Segundo João Rodrigues, o objetivo é impedir a entrada de armas brancas, como facas e canivetes, dentro das escolas.

 

“O que isso evita? A entrada de arma branca, faca, canivete. E olha, muitas dessas armas já foram apreendidas no portão da escola”, declarou.

 

O ex-prefeito relacionou a fala diretamente ao caso registrado nesta semana em uma escola estadual da cidade. Conforme relatado por ele, dois adolescentes teriam se envolvido em uma briga corporal dentro da unidade escolar e um deles acabou esfaqueando o colega, que morreu neste sábado.

 

“Lamento pela tragédia, meus sentimentos e pêsames à família”, afirmou.

 

João Rodrigues também aproveitou a manifestação para diferenciar as responsabilidades entre município e Estado na segurança escolar. Rodrigues ressalta que a Prefeitura de Chapecó teria feito sua parte nas unidades municipais, enquanto a responsabilidade pela estrutura interna das escolas estaduais seria do Governo do Estado.

 

“O poder público municipal cumpriu sua missão. Infelizmente, o episódio foi dentro da escola estadual”, disse.

 

O ex-prefeito que está pré-candidato a governador de Santa Catarina ainda defendeu reforço no monitoramento externo das escolas por parte da Polícia Militar e da Guarda Municipal, enquanto atribuiu ao Estado a responsabilidade pelas medidas de segurança dentro das unidades estaduais.

 

“Na parte interna, cabia o Estado tomar as suas providências. Em Chapecó, a prefeitura já tomou há muito tempo”, concluiu.