Zema e Caiado colocam Santa Catarina no centro da disputa presidencial da direita em 2026

Santa Catarina virou palco da pré-campanha presidencial da direita nesta semana. Os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado cumprem agendas políticas e empresariais no Estado em meio ao avanço das articulações para as eleições de 2026.

 

Os dois participam nesta segunda-feira (18), em Florianópolis, do painel “O Brasil que Queremos”, dentro do Conexa 2026, evento promovido pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), no CentroSul. A expectativa é de grande presença de empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo catarinense.  

 

Romeu Zema, que deixou o governo de Minas Gerais para disputar a Presidência pelo Novo, desembarcou em Santa Catarina após reuniões internas com lideranças do partido para organizar sua estratégia nacional. Além da agenda em Florianópolis, ele também terá compromissos em Palhoça, São José, Pomerode e Blumenau ao longo da semana.  

 

Já Ronaldo Caiado concentra sua passagem por Santa Catarina em dois movimentos considerados estratégicos. O primeiro é a participação no painel da Acif ao lado de Zema. O segundo ocorre na quarta-feira (20), quando Caiado vai a Chapecó para uma agenda política com o prefeito e pré-candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues.  

 

Nos bastidores, a presença simultânea de Zema e Caiado em Santa Catarina é vista como um sinal claro de que o Estado passou a ser considerado território estratégico na disputa presidencial da direita. Além do eleitorado conservador, Santa Catarina concentra hoje uma das mais fortes bases bolsonaristas do país e também virou espaço de disputa entre grupos ligados ao PL, PSD e Novo.

 

O evento desta segunda-feira também acontece em meio à repercussão nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio já começou a produzir ruídos dentro do campo da direita. Zema criticou publicamente o caso, classificando a situação como um “tapa na cara do brasileiro de bem”, enquanto Caiado adotou um discurso mais cauteloso e defendeu unidade do setor conservador.  

 

Em Santa Catarina, o movimento também pressiona os alinhamentos locais. O Novo vive desgaste dentro da base do governador Jorginho Mello após declarações de Zema contra aliados do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, o PSD de João Rodrigues amplia articulações com MDB, PP e União Brasil para montar uma frente estadual competitiva para 2026.