O painel “O Brasil que Queremos”, confirmado para a próxima segunda-feira (18), no Conexa 2026, em Florianópolis, ganhou um peso político ainda maior após a crise aberta entre o Partido Novo e o PL nos últimos dias. O encontro colocará lado a lado Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), dois nomes ligados às articulações presidenciais de 2026.
O debate ocorre em Florianópolis justamente no momento em que Zema passou a enfrentar forte desgaste dentro do bolsonarismo após atacar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no episódio envolvendo os áudios relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
Santa Catarina virou território sensível para a crise
A tensão nacional entre Novo e PL atingiu diretamente Santa Catarina porque o estado virou um dos principais laboratórios da aliança entre os dois partidos.
O ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), já foi anunciado como pré-candidato a vice-governador na futura chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Mas a fala de Zema abriu uma reação dentro do PL catarinense.
A deputada federal Julia Zanatta (PL) foi uma das primeiras lideranças a defender publicamente que o partido reveja as alianças com o Novo. Em declarações à imprensa e nas redes sociais, Zanatta classificou a postura de Zema como “decepção total” e “patifaria”.
Nos bastidores do PL, já existe discussão sobre um possível afastamento político do Novo em vários estados, especialmente onde existem acordos eleitorais para 2026.
Novo tenta conter danos em Santa Catarina
A situação ficou tão delicada que o diretório do Novo em Santa Catarina divulgou nota pública tentando reduzir o impacto da fala de Zema. A direção estadual classificou as declarações do ex-governador mineiro como “precipitadas” e reafirmou a manutenção da aliança com o PL catarinense.
O movimento evidencia um temor político evidente: a crise nacional acabar contaminando diretamente o projeto eleitoral construído em Santa Catarina entre o grupo de Jorginho Mello e setores do Novo ligados a Adriano Silva.
Caiado tenta ocupar espaço de articulador da direita
Enquanto Zema endureceu o discurso contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado adotou uma linha diferente. O ex-governador de Goiás passou a defender publicamente a manutenção da unidade da centro-direita para enfrentar o PT em 2026.
A avaliação de bastidores é de que Caiado tenta ocupar um espaço mais moderado dentro da direita, buscando diálogo com setores conservadores sem romper completamente com o bolsonarismo — movimento diferente do adotado por Zema nesta semana.





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