Nunca se fez tanta reunião para debater eventos climáticos em Concórdia. O problema é que, de ações concretas, muito pouco avançou até agora.
O principal exemplo é justamente a segunda barragem de contenção do Lajeado Fabrício, considerada uma das obras mais importantes para minimizar impactos de enchentes e chuvas intensas no município.
O projeto executivo foi elaborado ainda no governo do ex-prefeito Rogério Pacheco (PSD) e chegou a ser licitado em 2024. Na primeira tentativa, nenhuma empresa apresentou proposta. Já na segunda licitação, uma empresa participou do processo, venceu a disputa, mas acabou desabilitada após a análise final da documentação, impedindo a assinatura do contrato.
Para Diretoria de Obras da Secretaria de Planejamento, barragem “não era prioridade”
Após a mudança de governo, vereadores e também a imprensa passaram a buscar informações junto à Secretaria de Planejamento sobre a situação da barragem.
As respostas repassadas pela Diretoria de Obras eram de que a construção da segunda barragem não estava entre as prioridades da administração naquele momento.
Agora mudou o prefeito. A dúvida é saber se mudou também o entendimento do governo em relação à obra.
Presidente da Câmara, Closmar Zagonel, anunciou obra com recursos do PAC em setembro de 2025
O presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, Closmar Zagonel (MDB), anunciou em setembro de 2025 a confirmação dos recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para execução da barragem e do canal extravasor.
Na época, o anúncio foi tratado como uma conquista importante para a cidade e resultado de articulações políticas em Brasília envolvendo vereadores e deputados federais.
Ou seja: o projeto existe, os recursos federais foram anunciados e a obra segue sendo tratada como estratégica para prevenção de cheias em Concórdia.
Mesmo assim, já estamos em maio de 2026 e a Prefeitura ainda não deu qualquer sinal concreto sobre o relançamento do edital.
A situação chama atenção justamente no momento em que aumentam reuniões, alertas climáticos e discursos sobre prevenção de desastres naturais.
Afinal, será que não seria o momento ideal para aproveitar toda essa mobilização e finalmente lançar o edital da barragem?
Porque reunião, discurso e alerta não seguram enchente. Obra concreta, sim.





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