Pois vejamos...
Do conjunto de obras anunciadas pelo governo, quando falamos em asfaltamento, já são dezenas de ruas paradas. Eu mesmo falei recentemente em cerca de 50 ruas. Hoje, esse número já pode se aproximar de 80.
E o caso mais recente é simbólico.
A obra da Rua Rosa Chiossi — cuja ordem de serviço foi assinada há poucos dias — já teve o contrato cancelado.
E não é um caso isolado.
A mesma empresa era responsável por outras 27 obras em Concórdia, incluindo pavimentações no interior. Resta saber se vai conseguir dar conta, já que não conseguiu concluir a obra da Rosa Chiossi.
A sensação que fica é que o prefeito entrou em um discurso perigoso.
Um discurso de fazer, em um ano, mais do que todos os outros governos fizeram.
Uma espécie de versão local do slogan de Juscelino Kubitschek: cinquenta anos em cinco.
Mas aqui parece algo como: tudo em um ano.
E aí não é meta.
É ilusão.
E tem um detalhe importante.
O prefeito tem prazo.
Precisa renunciar ao cargo para disputar a eleição.
Ou seja: há uma corrida contra o tempo.
E quando se governa com pressa, o risco é transformar planejamento em improviso.
Porque vamos ser sinceros.
O mais lógico não seria primeiro resolver as obras que não começaram, as obras que estão paradas e os contratos que já apresentaram problema?
Ao invés disso, o que vemos?
Novos anúncios.
Novos pacotes.
E novos problemas.
Hoje mesmo, ao anunciar o cancelamento da obra da Rosa Chiossi, o prefeito lançou mais um pacote de obras superior a 60 milhões de reais.
Mas a pergunta continua:
Se o que já foi anunciado não anda, como é que o novo vai andar?
No fim das contas, fica a dúvida:
Aonde o prefeito quer chegar com esse discurso?
Porque, ao que tudo indica, quem vai ficar para resolver essa conta não é ele.
É o vice-prefeito, Fábio Ferri que vai herdar todos os pepinos.





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