Bornhausen estaria escandalizado com suposta proposta de Jorginho Mello de R$ 300 milhões para João Rodrigues desistir da disputa ao governo

A história, que já circula nos bastidores políticos de Santa Catarina, também chegou — como quase sempre — à mesa do seu Mércio.

 

Segundo informações palacianas, fala-se na possibilidade de R$ 300 milhões em recursos para Chapecó no contexto da disputa ao governo do Estado envolvendo o prefeito João Rodrigues.

 

Na semana passada, o prefeito de Chapecó esteve em Florianópolis. A conversa, oficialmente, era administrativa: tratar da liberação de recursos para obras no município.

 

Recursos, diga-se, que já deveriam ter chegado.

 

Os convênios entre a Prefeitura e o governo já estão assinados.

 

Falta só o repasse.

 

O Pix.

 

A TED.

 

Ou a velha TEV.

 

Nada fora do script.

 

Mas, segundo o que começou a circular depois, a conversa teria ido além da pauta oficial.

 

Em determinado momento, Jorginho Mello — incomodado com o avanço da pré-candidatura de João Rodrigues, que anda tirando o sono do governador — teria tratado da possibilidade de liberação de um volume expressivo de recursos.

 

R$ 300 milhões em recursos para Chapecó.

 

Em um cenário que envolveria a disputa ao governo.

 

A história correu.

 

E chegou até o veterano Kaiser.

 

Dizem que Jorge Bornhausen teria ficado escandalizado.

 

Escandalizado com a possibilidade.

 

Escandalizado com o contexto.

 

Resta saber como o assunto chegou aos ouvidos do doutor Jorge.

 

Nos bastidores, há quem diga que a história pode ter feito um caminho curto — e transformado-se em uma conversa de pai para filho.

 

Afinal, o “Paulinho”, filho do doutor Jorge, hoje é secretário de Estado no governo Jorginho Mello.

 

E que, segundo o que se cochicha — sempre longe dos microfones —, teria ouvido, guardado e depois dividido.

 

Talvez num churrasco de domingo na Praia Brava.

 

Mas o ponto, no fim das contas, é outro.

 

Porque, se isso for verdade, não seria exatamente novidade.

 

Nos últimos anos, tem prevalecido em Santa Catarina o velho provérbio:

 

“Mateus, Mateus… primeiro os meus, depois os teus.”

 

A velha lógica segue viva.

 

Por isso, antes de desligar, seu Mércio resumiu do jeito dele:

 

— “O estranho não é a história…”

 

Fez uma pausa curta.

 

— “…é alguém ainda se escandalizar com ela.”

 

A propósito, Jorge Bornhausen promete uma entrevista coletiva para esta quarta-feira.

 

Daí vamos entender melhor essa história — se há fundamento ou se não passa de um conto de fadas.