Mesmo após força-tarefa recente, mato alto volta a tomar conta do espaço e gera indignação entre famílias
A redação da Página Quatro voltou a receber, nos últimos dias, uma série de imagens que escancaram, mais uma vez, a falta de manutenção no cemitério municipal. As fotos mostram túmulos cercados por mato alto, vegetação tomando conta dos corredores e dificuldade até mesmo de acesso entre as sepulturas.
O cenário chama atenção não apenas pelo aspecto visual, mas principalmente pelo simbolismo do espaço. O cemitério é um local de memória, respeito e acolhimento. Ali estão pessoas que ajudaram a construir a história da cidade, que trabalharam, produziram e contribuíram para o desenvolvimento do município. O mínimo que se espera é dignidade no cuidado com esse espaço.
Recentemente, após reclamações da população, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, realizou uma força-tarefa para limpeza e organização do local. Na ocasião, o problema parecia ter sido resolvido.
No entanto, pouco tempo depois, a situação se repete.
A recorrência do problema reforça uma percepção que vem ganhando força entre as famílias: falta planejamento. A manutenção do cemitério não pode depender de denúncias ou pressão para acontecer. Trata-se de um serviço contínuo, básico e previsível.
O que se observa, na prática, é uma atuação reativa. O poder público age quando é cobrado, quando o problema já está visível — e, muitas vezes, avançado. Passada a repercussão, o cuidado deixa de ser prioridade e o cenário volta ao abandono.
Mais do que uma questão de gestão, o problema toca diretamente no respeito às famílias. Quem visita o túmulo de um ente querido espera encontrar um ambiente minimamente organizado, limpo e acessível. O contrário disso gera indignação e sensação de descaso.
Fica evidente que o governo do prefeito Edilson Massocco precisa rever o planejamento para o cuidado com o cemitério municipal. Não se trata de uma ação pontual, mas de uma rotina que exige cronograma, acompanhamento e responsabilidade permanente.
Enquanto isso não acontecer, a tendência é que o problema continue se repetindo — e que as famílias sigam cobrando aquilo que deveria ser básico: respeito.





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