Uma articulação que vinha sendo construída nos bastidores pelo ex-governador e senador Jorge Bornhausen acabou esvaziada antes mesmo de ser oficializada. Bornhausen pretendia anunciar o nome de Raimundo Colombo como pré-candidato ao governo do Estado, mas o movimento não prosperou.
Antes do anúncio, Colombo se antecipou e, em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (17), declarou apoio ao projeto liderado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
“João Rodrigues é o candidato do PSD ao Governo de SC. Aposto na união e no entendimento. Agradeci ao Dr. Jorge Bornhausen pela deferência. Fico honrado com o seu gesto”, escreveu.
A manifestação pública praticamente encerrou a tentativa de construção de uma alternativa dentro do partido e reforçou o nome de João Rodrigues como pré-candidato ao governo.
Nos bastidores, a movimentação de Bornhausen chegou a animar aliados do governador Jorginho Mello (PL), que disputará a reeleição. A leitura era de que uma eventual divisão interna no PSD poderia enfraquecer o principal adversário no Estado.
A estratégia, no entanto, perdeu força rapidamente. Colombo manteve sua posição política e evitou qualquer movimento que pudesse gerar ruptura interna na sigla.
João Rodrigues, por sua vez, já havia deixado claro que não aceitaria interferências no processo interno do partido. Em entrevista recente, afirmou que poderia até deixar o PSD caso houvesse imposição de outro nome.
O pano de fundo da disputa passa também pelo cenário nacional. Lideranças do partido defendem candidatura própria à Presidência da República, com o objetivo de fortalecer palanques estaduais — argumento utilizado por Bornhausen ao defender uma alternativa em Santa Catarina.
Apesar disso, o cenário atual indica que o PSD deve seguir com o projeto liderado por João Rodrigues, enquanto tenta administrar tensões internas e manter a unidade partidária para a disputa eleitoral.






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