Paulinha ou Cobalchini? Questão judicial pode mudar vaga de SC na Câmara

Uma das 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados pode se tornar alvo de disputa judicial após as eleições. A possibilidade envolve a vaga conquistada por Paulinha (Podemos) e uma eventual entrada de Valdir Cobalchini (MDB), dependendo do desfecho de questões relacionadas à candidatura de Bismark Fábio Fugazza, do Podemos.


Conhecido como Bismark do Canal Hipócritas, o influenciador recebeu 13.994 votos. Essa votação entrou na soma do partido e contribuiu para a conquista da cadeira de Paulinha. A hipótese em discussão é que uma eventual anulação desses votos, com sua retirada do total da legenda, provoque um novo cálculo das sobras eleitorais e abra espaço para Cobalchini.

 

A questão judicial

 

A candidatura de Bismark foi deferida por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. O registro havia sido questionado pela Procuradoria Regional Eleitoral em razão de uma condenação por apropriação indébita, relacionada à comercialização de contêineres.

 

O deferimento considerou uma medida cautelar concedida pela ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça, suspendendo os efeitos da condenação para fins de inelegibilidade. O processo criminal ainda tem recurso pendente de julgamento.

 

Possível reflexo nas vagas

 

Uma decisão desfavorável a Bismark poderia abrir uma discussão sobre o destino de seus votos e os efeitos sobre a composição da bancada catarinense. Nesse cenário, Cobalchini aparece como possível beneficiário de uma redistribuição da cadeira atualmente destinada a Paulinha.

 

Há, porém, uma atualização relevante: foi informada nesta quinta-feira, 15 de outubro, a publicação da certidão de trânsito em julgado da decisão que deferiu o registro de Bismark. Isso acrescenta um elemento à eventual disputa sobre a validade dos votos.

 

A mudança dependeria de decisões judiciais e de seus efeitos eleitorais. A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral contempla situações em que os votos permanecem para a legenda mesmo após uma decisão desfavorável ao candidato, o que também poderá integrar o debate jurídico.

 

Por enquanto, Paulinha permanece com a vaga conquistada nas urnas. A possibilidade de Cobalchini assumir a cadeira depende de uma eventual decisão que determine a retirada dos votos do Podemos e de um novo cálculo da distribuição das vagas.