Mauro Fretta confirma presença, mas não comparece à Câmara para explicar compra de terreno

Ausência do secretário de Planejamento deixa pendentes esclarecimentos sobre aproveitamento da área que a Prefeitura pretende adquirir por R$ 2,225 milhões


O secretário de Planejamento de Concórdia, Mauro Fretta, não compareceu à sessão da Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (21), na qual eram esperados esclarecimentos sobre a compra de um terreno por R$ 2,225 milhões para habitação. Durante a tarde, ele havia conversado com o presidente interino do Legislativo, vereador César Filho, e confirmado a participação.

 

A presença de representantes da administração havia sido solicitada pelos vereadores para aprofundar a análise do Projeto de Lei nº 83/2026, que autoriza a aquisição. Entre os questionamentos estão a capacidade construtiva da área, as condições de aproveitamento do terreno e os custos necessários para implantar um empreendimento habitacional.

 

O secretário de Assistência Social, Anderson Schardong, compareceu e apresentou as demandas habitacionais e os projetos em andamento. As explicações, porém, não encerraram as dúvidas sobre a viabilidade técnica da área cuja compra está em discussão.

 

Estimativa de 160 apartamentos


Um dos principais pontos do debate foi a projeção de construir 160 apartamentos no terreno. Durante a sessão, foi esclarecido que esse número representa uma estimativa do potencial construtivo e que a quantidade efetiva de unidades dependerá de um projeto detalhado.

 

O vereador Marcos Antônio Berta (PSDB) manifestou dúvida sobre essa capacidade. Ele comparou o imóvel com a área do empreendimento no campo do Savaris, onde estão previstos 160 apartamentos em um terreno de aproximadamente 20 mil metros quadrados, descrito pelo parlamentar como praticamente plano.


Berta também observou que os apartamentos destinados à faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida poderão ser maiores que os previstos no outro empreendimento. Na avaliação dele, as diferenças entre as áreas reforçam a necessidade de um projeto que demonstre o aproveitamento possível.


Ao encerrar sua manifestação, o vereador lamentou a ausência do setor responsável pelos esclarecimentos de planejamento.


Custos também foram questionados


Os vereadores também levantaram dúvidas sobre os investimentos necessários para preparar o terreno. A preocupação apresentada é que os custos de infraestrutura e adequação da área possam encarecer os apartamentos, mesmo com a participação do município na disponibilização do imóvel.


Outro ponto discutido foi a existência de interesse de empresas em executar o empreendimento e assumir os investimentos necessários. Schardong informou que ainda não foi realizada uma avaliação detalhada com uma construtora, pois essa etapa envolve estudos específicos.


O secretário de Assistência Social defendeu a aquisição como parte do planejamento habitacional e da formação de uma reserva de terrenos. Ressaltou, entretanto, que as análises sobre as condições técnicas e a estruturação dos empreendimentos dependem da participação de outros setores da administração.


O projeto de compra já havia recebido pedido de vistas de Berta antes da segunda votação. O parlamentar solicitou informações complementares sobre a área aproveitável, os custos de implantação, os estudos ambientais e a infraestrutura necessária.


Com a ausência de Fretta, permaneceram pendentes esclarecimentos que os vereadores consideram necessários para avaliar a aquisição.