Secretário de Assistência Social Anderson Schardong apresenta projetos habitacionais e defende compra de terreno

Na Câmara, secretário detalhou ações em andamento e justificou aquisição de área de R$ 2,225 milhões para ampliar as alternativas de moradia em Concórdia


O secretário municipal de Assistência Social de Concórdia, Anderson Schardong, participou da sessão da Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (21), apresentou os projetos habitacionais em andamento e defendeu a compra de um terreno por R$ 2,225 milhões. A aquisição depende de autorização legislativa, em discussão no Projeto de Lei nº 83/2026.

 

Segundo Schardong, a intenção é ampliar as possibilidades de atendimento às famílias e formar uma reserva de áreas para dar continuidade à política habitacional. Ele argumentou que os empreendimentos já encaminhados não serão suficientes para atender à demanda do município.

 

O secretário reconheceu que o cadastro habitacional atual não permite dimensionar com precisão a necessidade de moradias. Na avaliação dele, o período sem novos projetos desestimulou a procura das famílias, e a abertura dos próximos editais deverá permitir uma compreensão mais próxima da demanda real.


Projetos em andamento


Durante a apresentação, Schardong mencionou a entrega de 15 unidades habitacionais e a construção de outras 33 pelo programa Casa Catarina.


Segundo ele, a previsão é concluir essas obras em meados de 2027. Embora a construção tenha recursos estaduais, o município também participa com investimentos na preparação dos terrenos e na infraestrutura.


Outro empreendimento apresentado foi o de 160 apartamentos. Conforme o secretário, a empresa responsável está encaminhando a documentação à Caixa Econômica Federal. Após essa etapa, deverá ser lançado o edital de seleção das famílias.


Schardong também citou os 184 terrenos adquiridos pelo município, onde a administração pretende estruturar novos projetos. Uma das possibilidades é oferecer casas maiores para famílias que não se adequariam aos apartamentos de quarenta e poucos metros quadrados.


Nova área para outra faixa de renda


Para o terreno cuja compra está em discussão, a proposta apresentada pelo secretário é buscar uma parceria com a iniciativa privada para construir apartamentos destinados à faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, com foco em famílias com renda de até aproximadamente R$ 7 mil.


A ideia é utilizar a participação do município com o terreno para reduzir o custo dos imóveis e contribuir com a entrada exigida no financiamento. Schardong explicou que o valor dessa participação por unidade dependerá da avaliação realizada pela Caixa no encaminhamento do empreendimento.


Segundo ele, a dificuldade de reunir o dinheiro da entrada é um dos obstáculos enfrentados pelas famílias. Em alguns casos, os compradores acabam assumindo um segundo compromisso financeiro diretamente com as construtoras, além das parcelas do financiamento habitacional.


O secretário destacou que o acesso a escolas, comércio e serviços é um dos critérios considerados pela Assistência Social ao avaliar áreas para novos empreendimentos.


Compra depende de autorização

 

Schardong informou que há recursos reservados para as parcelas previstas neste ano e previsão orçamentária para quitar o restante em 2027, conforme o parcelamento negociado para a aquisição.


Ao responder aos vereadores, afirmou que a avaliação detalhada de um empreendimento com uma construtora ainda não foi realizada. A quantidade de apartamentos que poderá ser construída também depende de estudos e de um projeto específico.


O secretário defendeu que o município mantenha o planejamento habitacional para os próximos anos e aproveite oportunidades de aquisição de áreas, respeitando as avaliações técnicas dos setores responsáveis e a disponibilidade de recursos.