Senador oferece dados dos últimos 20 anos, mas exige informações de familiares, assessores e empresas ligadas ao presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. O candidato afirma aceitar a proposta, mas condiciona a divulgação à entrega de informações adicionais sobre pessoas e empresas próximas ao adversário.
Na petição, Flávio oferece dados dos últimos 20 anos, período superior aos oito anos propostos por Lula. A manifestação também foi apresentada durante um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Entre as exigências estão informações do Instituto Lula, de empresas ligadas aos filhos do presidente e do ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A campanha do senador argumenta que a abertura apenas dos registros telefônicos de Lula seria insuficiente, sob a alegação de que o presidente utiliza aparelhos de assessores para se comunicar. Por isso, pede que a medida alcance também auxiliares próximos.
Flávio cobra ainda a divulgação da agenda da primeira-dama Janja anterior a fevereiro de 2025, de listas de passageiros de voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e de registros de reuniões e acessos do banqueiro Daniel Vorcaro aos palácios presidenciais.
O documento inclui despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023. O senador também declara não se opor à divulgação das mensagens que trocou com Vorcaro e afirma que apresentará seus dados depois que Lula entregar a documentação exigida.
O desafio começou no debate de domingo (18). Na terça-feira (20), Lula formalizou no TSE uma autorização condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário.
A proposta do presidente abrange seus registros dos últimos oito anos, os da primeira-dama e os de seus cinco filhos, além de informações empresariais. Em contrapartida, pede dados de Flávio, da esposa, dos pais e dos irmãos do senador, além de empresas apontadas no requerimento.
As manifestações representam propostas condicionais de divulgação. A apresentação dos documentos, por si só, não equivale à publicação dos registros nem comprova as suspeitas levantadas pelas campanhas. Na resposta encaminhada ao tribunal, a defesa de Flávio solicita que Lula seja intimado a informar se aceita as novas condições.
A troca de exigências ocorre a quatro dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro.





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