Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno

Candidato do PL liderava com 47,31% dos votos válidos, contra 44,83% do petista; brasileiros voltam às urnas em 25 de outubro


A disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois avançaram para a etapa final da eleição após a votação deste domingo, 4 de outubro.

 

Com 98,36% das seções apuradas, Flávio Bolsonaro liderava com 47,31% dos votos válidos, enquanto Lula somava 44,83%. A diferença era de 2,48 pontos percentuais. Nesse estágio da contagem, a realização do segundo turno já estava matematicamente definida. Os percentuais ainda eram parciais. 

 

O resultado coloca frente a frente o atual presidente, que busca a reeleição, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que disputa pela primeira vez o comando do país.


A nova votação ocorrerá no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O vencedor assumirá o mandato presidencial que começa em janeiro de 2027. 


Três semanas para conquistar novos votos

 

A passagem ao segundo turno abre uma nova etapa da campanha. Lula e Flávio terão três semanas para ampliar suas bases, buscar apoio de partidos e lideranças e conquistar eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.

 

A vantagem registrada por Flávio na apuração não encerra a disputa. Na nova votação, os dois candidatos voltam a concorrer pelos votos de todo o eleitorado, incluindo quem votou em outros nomes, anulou, deixou o voto em branco ou não compareceu neste domingo.

 

As negociações políticas e os posicionamentos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno estarão entre os principais movimentos dos próximos dias.

 

As trajetórias dos candidatos

 

Flávio Bolsonaro, de 45 anos, nasceu em Resende, no Rio de Janeiro, e é formado em Direito. Antes de chegar ao Senado, exerceu quatro mandatos como deputado estadual. Desde 2019, representa o Rio de Janeiro no Senado Federal.


Lula, de 80 anos, nasceu em Garanhuns, em Pernambuco. Torneiro mecânico, construiu sua trajetória política no movimento sindical do ABC paulista e foi deputado federal. Presidiu o Brasil entre 2003 e 2010 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023. Se vencer, chegará ao quarto mandato presidencial.


No segundo turno, será eleito quem obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.