Emissora recebeu ordens sobre a ausência de Lula e a inclusão de Renan Santos; Flávio Bolsonaro também desistiu de participar
A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência da República previsto para as 21h30 desta quinta-feira, 1º de outubro. O encontro seria o último antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo, dia 4. O cancelamento ocorreu após decisões judiciais que alteraram as condições de realização do programa e a desistência de Flávio Bolsonaro (PL). Lula (PT) já havia informado que não compareceria.
Uma das decisões foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em atendimento a um pedido da coligação de Lula. A determinação suspendeu a regra que previa manter no cenário o púlpito vazio identificado com o nome do candidato ausente e permitir perguntas dirigidas a ele.
Segundo o comunicado da Globo, as regras haviam sido assinadas por todos os partidos envolvidos, inclusive o PT. O regulamento estabelecia que, em uma das rodadas de tema livre, os participantes poderiam utilizar 30 segundos para apresentar a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.
A decisão impediu a aplicação desse mecanismo à ausência de Lula. A ministra considerou que a exposição do púlpito poderia constranger o candidato e comprometer o equilíbrio do debate, já que a participação é facultativa.
A segunda ordem foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do Solidariedade, e determinou a inclusão de Renan Santos (Missão). O candidato deveria participar nas mesmas condições de tempo e de perguntas dos demais concorrentes.
A controvérsia envolvia uma previsão do regulamento da própria emissora para substituir candidatos que desistissem. Gilmar entendeu que Renan preenchia o critério estabelecido pela Globo, por ser o mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro entre os candidatos sem participação obrigatória assegurada pela legislação eleitoral.
Após a decisão sobre o púlpito de Lula, Flávio Bolsonaro anunciou que também não participaria. O candidato classificou a intervenção do TSE como censura e defendeu a liberdade da imprensa. A manifestação foi feita nas redes sociais, horas antes do horário previsto para o encontro.






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