Zucco reúne ex-governadores e dá bom exemplo de gestão

Conselho consultivo deverá se reunir a cada dois meses para contribuir com o futuro governo do Rio Grande do Sul


O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), tomou uma iniciativa que merece reconhecimento: reunir ex-governadores para ouvir experiências e discutir os desafios do Estado. Nesta terça-feira (13), em Porto Alegre, ele oficializou um conselho consultivo com previsão de encontros a cada dois meses.

 

A primeira reunião ocorreu na Casa do Diálogo, instalada no Instituto Caldeira. Participaram os ex-governadores Yeda Crusius, Jair Soares, Pedro Simon, José Ivo Sartori, Germano Rigotto e Ranolfo Vieira Júnior, além da vice-governadora eleita, Silvana Covatti (PP).

 

A proposta é aproveitar o conhecimento de quem já comandou o Executivo gaúcho para discutir alternativas e contribuir com o planejamento da próxima administração.

 

Experiência a serviço do Estado

 

Ouvir antigos governadores é uma decisão positiva. Cada um enfrentou dificuldades, tomou decisões e acumulou experiências que podem ajudar o novo governo a compreender problemas e evitar a repetição de erros.

 

O valor da iniciativa está também na disposição de manter uma interlocução com lideranças de diferentes trajetórias políticas. A experiência administrativa pode contribuir para o debate mesmo quando existem divergências partidárias.

 

Antônio Britto, Olívio Dutra e Tarso Genro não participaram do encontro devido a outros compromissos. Segundo as informações divulgadas, Tarso conversou por telefone com Zucco e manifestou disposição para integrar o conselho.

 

Continuidade será fundamental

 

Entre os desafios destacados no encontro está a situação fiscal do Rio Grande do Sul, apontada por Ranolfo como uma questão central para a próxima gestão.

 

O conselho terá caráter consultivo. A responsabilidade pelas decisões continuará sendo do governador e de sua equipe, mas o diálogo poderá ampliar as informações e perspectivas consideradas.

O

primeiro encontro representa um bom começo. Se a frequência anunciada for mantida e as contribuições receberem atenção efetiva, Zucco poderá consolidar uma boa prática de gestão: colocar a experiência acumulada por diferentes governos a serviço do futuro do Estado.