Disputa já movimenta os bastidores do Legislativo; acordo entre MDB e PL, novas regras e pretensões individuais entram na discussão
A eleição presidencial ainda terá seu desfecho no segundo turno, mas outra disputa já movimenta os bastidores políticos de Concórdia: quem será o presidente da Câmara de Vereadores em 2027? Entre conversas, articulações e possíveis candidaturas, a sucessão no comando do Legislativo começa a ganhar espaço na agenda dos parlamentares.
No início da legislatura, circulava nos bastidores a informação de um entendimento para dividir a presidência entre MDB e PL. Os dois primeiros anos ficariam com os emedebistas e os dois últimos com os liberais. Desde então, porém, o cenário político mudou, assim como as regras para a escolha da Mesa Diretora.
O mandato passou a ser de um ano, com possibilidade de reeleição. A mudança permite negociar separadamente o comando da Casa em 2027 e em 2028, acrescentando uma variável à discussão sobre o cumprimento daquele entendimento inicial.
Dentro do PL, dois nomes aparecem nesse cenário. A vereadora Fernanda Dilda tem feito movimentos para se credenciar à presidência. Rutinéia Rossi também alimenta a intenção de comandar o Legislativo. Uma eventual definição pelo partido passa pela construção de um entendimento interno e pela capacidade de reunir apoio entre os demais vereadores.
A discussão, entretanto, não fica restrita aos liberais. Marcos Berta (PSDB), Cézar Filho (PP) e Honestino Malacarne (MDB) integram o rol de nomes considerados possíveis para a sucessão. São alternativas que poderão ganhar espaço conforme o andamento das conversas e a composição dos apoios.
Rudi Zanella (PRD), atual secretário municipal de Saúde, também entra nesse cenário. Eleito vereador e licenciado para integrar o Executivo, ele tem sua cadeira ocupada por André Holdefer. Uma eventual participação na disputa dependeria de seu retorno ao Legislativo e da disposição de construir uma candidatura.
O interesse pela presidência tem uma razão política evidente: um mandato bem conduzido amplia a presença pública de quem ocupa o cargo. A condução das sessões, a representação institucional e o relacionamento com entidades e lideranças oferecem oportunidades para fortalecer a trajetória do parlamentar.
Closmar Zagonel (MDB) é um exemplo a ser observado. Sua passagem pelo comando da Câmara ampliou a exposição pública e, somada ao trabalho parlamentar e à liderança comunitária, ajuda a compreender sua força eleitoral. Na disputa para deputado federal deste ano, recebeu 18.456 votos somente em Concórdia. O resultado não pode ser atribuído exclusivamente à presidência, mas evidencia o espaço político que uma atuação consistente pode construir.
Para 2027, a questão será saber quanto pesa o entendimento firmado no início da legislatura diante das pretensões individuais e das novas possibilidades de composição. Os nomes estão na mesa das conversas de bastidores, ainda sem representar candidaturas formalizadas.





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