Senadora eleita por Santa Catarina condiciona candidatura a eventual apoio do PL a Davi Alcolumbre e defende impeachment de Alexandre de Moraes
A senadora eleita por Santa Catarina, Carol de Toni (PL), afirmou que poderá colocar seu nome na disputa pela presidência do Senado em 2027 caso o partido negocie apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP). A declaração foi feita nesta sexta-feira (9), em entrevista à GloboNews.
Carol disse que uma eventual aproximação com Alcolumbre poderá provocar uma divergência dentro da bancada, com a defesa de uma candidatura própria. Nesta semana, o PL sinalizou que pretende eleger o senador Rogério Marinho (PL-RN) para o comando da Casa.
“Vou colocar meu nome à disposição caso isso aconteça”, afirmou, ao comentar a possibilidade de o partido apoiar Alcolumbre.
A manifestação coloca a senadora eleita no debate sobre o comando do Senado antes mesmo de assumir o mandato. Sua disposição de concorrer, entretanto, está vinculada ao rumo das negociações partidárias.
Durante a entrevista, Carol também defendeu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dela, caso o ministro permaneça no cargo, existem motivos para a abertura de um processo de impeachment.
A parlamentar acusou Moraes de abuso de poder nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticou o contrato de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master. As acusações foram apresentadas por Carol como argumentos para defender a saída do integrante do Supremo.
Ao tratar da atuação da Corte, a senadora eleita propôs mudanças nas regras de composição do STF. Entre as medidas mencionadas estão critérios de idade mínima, mandatos para os ministros e alternância na forma de indicação, com participação dos poderes Legislativo e Judiciário.
Na segurança pública, Carol defendeu a redução da maioridade penal e a classificação de organizações criminosas como terroristas. Segundo ela, essas propostas deverão integrar a agenda de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso ele seja eleito presidente da República.
Carol também mencionou mudanças tributárias e afirmou que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) deverá assumir o Ministério da Segurança Pública nesse cenário.
Eleita com 2.694.918 votos, equivalentes a 33,46%, Carol de Toni obteve a maior votação para o Senado em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro (PL) conquistou a segunda vaga, com 2.041.840 votos, ou 25,35%.





Recebe nossa publicações direto no seu email!