Reeleita para o terceiro mandato, parlamentar do PL mantém a maior votação da história para a Assembleia Legislativa catarinense
Ana Campagnolo (PL) recebeu 387.523 votos na eleição de domingo (4), praticamente dobrou o resultado conquistado em 2022 e superou o próprio recorde de votação para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A deputada foi a mais votada entre todos os candidatos ao Parlamento estadual e garantiu o terceiro mandato consecutivo.
Há quatro anos, Campagnolo havia sido reeleita com 196.571 votos, estabelecendo a maior votação da história para o cargo em Santa Catarina. Agora, acrescentou 190.952 votos àquele resultado, um crescimento de 97,14%.
A evolução nas urnas fica ainda mais evidente quando comparada à primeira eleição. Em 2018, a parlamentar conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa com 34.825 votos. Em três disputas, passou de pouco menos de 35 mil para mais de 387 mil votos — uma votação superior a 11 vezes a registrada na estreia.
Antes de Campagnolo alcançar o recorde em 2022, a maior votação para deputado estadual em Santa Catarina pertencia a Gelson Merisio, que recebeu 119.280 votos em 2014. Com o desempenho deste ano, a parlamentar do PL amplia novamente a marca histórica.
Mais de três vezes a votação da segunda colocada
Os 387.523 votos representam 9,04% dos votos válidos para deputado estadual no estado. Campagnolo recebeu mais de três vezes a votação de Luciane Carminatti (PT), segunda colocada, que conquistou 124.590 votos. As duas deputadas lideraram a disputa pelas 40 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Natural de Itajaí, professora de História e escritora, Campagnolo tem 35 anos e ocupa atualmente a primeira secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Identificada com pautas conservadoras e com o antifeminismo, iniciará o terceiro mandato em fevereiro de 2027.
De olho na majoritária
Após a votação recorde, Campagnolo também sinalizou interesse em disputar novos espaços políticos. Em declaração publicada pelo portal 4oito nesta terça-feira (6), afirmou: “Eu quero estar na chapa majoritária do meu partido”.
Segundo a deputada, a definição dependerá dos próximos passos do governador Jorginho Mello e das decisões do PL. Ela não especificou qual cargo pretende disputar nem anunciou uma candidatura ao governo estadual.
Campagnolo também se colocou à disposição para presidir a Assembleia Legislativa. Ressaltou, porém, que a votação expressiva não garante a escolha para o comando da Casa, que exige apoio dos demais deputados e articulação política.





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