João cobra patrimônio da família de Jorginho e cita compra de apartamento por R$ 11,25 milhões à vista na Beira-Mar

Durante confronto com Ralf Zimmer, candidato do PSD questionou negócios imobiliários ligados à família do governador, que pediu direito de resposta, mas não teve o pedido concedido.


O patrimônio ligado à família do governador Jorginho Mello (PL) entrou no debate dos candidatos ao governo de Santa Catarina realizado na noite desta terça-feira (29), na NSC. Durante o confronto com Ralf Zimmer (PRD), João Rodrigues (PSD) cobrou explicações sobre negócios imobiliários, citando um apartamento na Beira-Mar Norte, uma mansão na Lagoa da Conceição e outra em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

 

João dirigiu a pergunta a Ralf, mas o questionamento fazia referência à família do governador. Jorginho pediu direito de resposta, porém a organização do debate não concedeu o pedido. Assim, a cobrança ficou sem esclarecimento naquele momento.

 

Entre os negócios mencionados por João estava a compra do apartamento na Beira-Mar Norte por R$ 11,25 milhões, pago à vista, pela FFM Participações, empresa ligada a Filipe Mello, filho do governador, e à esposa dele. O candidato também citou as duas mansões.

 

O assunto surgiu no confronto entre João e Ralf, que também envolveu questionamentos sobre gastos com publicidade em Chapecó. João levou ao debate um tema que já vinha sendo explorado na campanha e discutido na Justiça Eleitoral.

 

Justiça liberou propaganda na véspera

 

A cobrança ocorreu um dia depois de uma decisão da Justiça Eleitoral liberar a propaganda de João Rodrigues sobre os negócios imobiliários ligados à família de Jorginho.

 

Uma liminar de 19 de setembro havia suspendido a veiculação da peça. Em 28 de setembro, o desembargador Jaime Machado Júnior revogou a suspensão após analisar documentos, entre eles escrituras e certidões apresentados no processo.

 

A disputa judicial tratava da veiculação daquela propaganda. A decisão anterior não estabelecia uma proibição geral de mencionar o assunto durante a campanha ou nos debates.

 

Com a revogação da liminar, o tema voltou a ganhar espaço na reta final da eleição e chegou ao confronto televisionado entre os candidatos ao governo.

 

Perguntas a Ralf abriram espaço para cobranças ao governador


Ao longo do debate, João utilizou os confrontos com Ralf para levar à discussão questionamentos relacionados ao governo de Jorginho. A estratégia abriu espaço para cobranças que não haviam ocorrido diretamente em outros debates, dos quais o governador não participou.

 

Além dos negócios imobiliários, o caso do cão Orelha também esteve entre os assuntos discutidos pelos candidatos. O patrimônio ligado à família do governador, entretanto, produziu um dos momentos de tensão do encontro, com o pedido de direito de resposta de Jorginho e a negativa da organização.