Material divulgado pelo PlatôBR reúne relatos sobre encontros íntimos, despesas pessoais e suposta intermediação de interesses; senador já classificou acusações do ex-sócio como infundadas
Uma reportagem publicada nesta terça-feira (29) pelo PlatôBR trouxe a público mensagens, fotografias e documentos relacionados ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Guardados pelo ex-sócio Alexandre Santini, os registros envolvem alegações sobre encontros com garotas de programa, pagamentos de despesas pessoais e relações com pessoas interessadas em acessar o poder público.
O material, repercutido pelo ND Mais e pelo UOL, tem como pano de fundo o rompimento entre Flávio e Santini, que foram sócios em uma franquia da Kopenhagen no Rio de Janeiro. Em 2023, Santini recorreu à Justiça para cobrar R$ 1,47 milhão, alegando pendências financeiras da sociedade. Flávio negou dever dinheiro ao antigo parceiro.
Segundo o PlatôBR, Santini organizava encontros privados com garotas de programa e guardou conversas e imagens que indicariam a participação do senador. Durante o conflito, teria apresentado parte desses registros a Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio.
Em uma mensagem atribuída ao parlamentar, ele afirma ter se arrependido de “muitas escolhas erradas” e pede que Santini se afaste de sua mulher. O texto, entretanto, não especifica quais episódios motivaram o arrependimento nem menciona expressamente os encontros descritos na reportagem.
A apuração também apresenta uma nota fiscal de R$ 305 mil referente à compra de um relógio Rolex, emitida em nome do advogado Alan Belaciano. Segundo o PlatôBR, mensagens indicariam que o relógio era destinado a Flávio. O advogado também teria custeado equipamentos de academia para a residência do senador. Ao tratar anteriormente desses equipamentos, Flávio afirmou que a compra correspondia a um empréstimo pessoal que estava pagando.
Outra mensagem de Santini menciona uma suposta atuação de Flávio junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, em favor de um cliente. O UOL ressalta que a reportagem não identifica o processo nem comprova de maneira independente a alegada intermediação. O gabinete do ministro respondeu que ele recebe parlamentares de diferentes partidos e que esses atendimentos não comprometem sua isenção.
Em declarações anteriores reproduzidas pelo PlatôBR, Flávio afirmou que Santini lhe enviava “recados esquisitos”, disse que o ex-sócio havia pedido dinheiro e classificou suas acusações como “infundadas”. Na atualização consultada nesta terça-feira, o UOL informou que ainda não havia recebido respostas de Flávio, Santini e Belaciano sobre o novo material.





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