Apoio a Ana Campagnolo para estadual e Fernando Cordeiro para federal gera desconforto no grupo governista; informações palacianas apontam pressão também sobre comissionados ligados à vereadora
A definição das escolhas eleitorais da vereadora Fernanda Dilda (PL) abriu um novo foco de tensão dentro da base governista de Concórdia. A parlamentar decidiu apoiar Ana Campagnolo (PL) para deputada estadual e Fernando Cordeiro (PL) para deputado federal, deixando fora de seu projeto a candidatura do ex-prefeito Edilson Massocco (PL) à Assembleia Legislativa.
A decisão ganhou peso político porque Fernanda integra o mesmo partido de Massocco e faz parte da base do governo do prefeito Fábio Ferri (PL). Além disso, possui espaços políticos dentro da administração municipal.
Segundo informações palacianas, o posicionamento começou a provocar pressão não apenas sobre a vereadora, mas também sobre cargos comissionados ligados ao seu grupo dentro da Prefeitura.
A Secretaria Municipal de Cultura estaria entre os principais pontos de tensão.
Massocco é prioridade do grupo governista
O problema político vai além da simples escolha de um candidato.
Massocco deixou a Prefeitura para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e sua candidatura tornou-se uma das prioridades eleitorais do grupo que atualmente comanda o município.
Nesse cenário, o apoio de vereadores da base passa a ter importância estratégica.
Fernanda, entretanto, não aderiu ao projeto.
Ao escolher Ana Campagnolo para estadual, a vereadora deixa de apoiar justamente o candidato local do próprio PL e uma das principais apostas eleitorais do grupo governista de Concórdia.
É essa decisão que estaria provocando reação nos bastidores.
Pressão chega aos comissionados
Segundo informações palacianas, o ambiente ficou mais pesado nos últimos dias e a pressão teria chegado a pessoas ligadas politicamente à vereadora que ocupam cargos comissionados na administração municipal.
A maior movimentação estaria ocorrendo na Secretaria de Cultura, área na qual Fernanda possui influência política.
Até agora, não há confirmação de exonerações motivadas pela disputa eleitoral. Nos bastidores, porém, o recado político estaria sendo dado: fazer parte da estrutura do governo e, ao mesmo tempo, não apoiar uma das principais candidaturas do grupo passou a gerar desconforto.
A situação coloca Fernanda diante de uma disputa que vai além da escolha de nomes para a eleição.
De um lado está sua participação na base governista e os espaços políticos de seu grupo na administração. Do outro, as escolhas eleitorais anunciadas pela própria vereadora.
Escolhas têm histórico
Fernanda já mantinha relação política com Ana Campagnolo antes de assumir o mandato de vereadora. Também esteve no grupo de apoio a Caroline De Toni na eleição passada para deputada federal. Agora candidata ao Senado, Caroline tem Fernando Cordeiro como um dos nomes de seu campo político para a Câmara Federal.
Esse histórico ajuda a explicar as escolhas da vereadora, mas não elimina o problema político criado em Concórdia.
A campanha de 2026 começa a colocar à prova a unidade da base governista.
Fernanda Dilda está dentro do PL, integra a base do prefeito Fábio Ferri e possui espaços na administração, mas não está no projeto de Edilson Massocco para a Assembleia Legislativa.
E, segundo informações palacianas, essa divergência já deixou de ser apenas eleitoral e passou a produzir pressão dentro da própria estrutura do governo municipal.





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