Datafolha: vantagem de Lula sobre Flávio cai e disputa segue apertada no segundo turno

Presidente aparece com 39% contra 33% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença é de quatro pontos

 

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) reforça um cenário de disputa acirrada pela Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança, mas viu diminuir sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

 

De acordo com o levantamento, Lula tem 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. Na rodada anterior do Datafolha, realizada em julho, o placar era de 40% a 32%. Com isso, a diferença entre os dois passou de oito para seis pontos percentuais.

 

Os demais candidatos aparecem bem atrás. Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, Renan Santos (Missão), 4%, e Romeu Zema (Novo), 3%. Outros nomes ficam entre 1% e 2%. Brancos e nulos representam 8%, enquanto 3% não souberam responder.

 

Segundo turno permanece apertado

 

Em uma eventual disputa direta, Lula aparece com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro. A diferença, portanto, é de quatro pontos percentuais.

 

No Datafolha de julho, Lula tinha 48% e Flávio 43%, diferença de cinco pontos. Embora a movimentação seja pequena e esteja dentro da margem de erro, os números mantêm a percepção de uma eleição competitiva.

 

O cenário também encontra paralelo em outros levantamentos recentes. Pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 47% e Flávio com 44% em eventual segundo turno. Já a Quaest apontou 43% a 40%.

 

Os institutos utilizam metodologias diferentes, mas os levantamentos recentes convergem para um cenário semelhante: Lula permanece numericamente à frente, porém com uma vantagem relativamente pequena sobre Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa direta.

 

Avaliação negativa do governo sobe

 

Outro dado do Datafolha que chama atenção é a avaliação do governo federal. O percentual dos entrevistados que considera a administração Lula ruim ou péssima passou de 38% para 41%.

 

Já os que classificam o governo como ótimo ou bom passaram de 32% para 33%. A avaliação regular caiu de 28% para 25%.

 

Quando a pergunta é sobre aprovação do desempenho do presidente, 50% desaprovam Lula e 48% aprovam.

 

A combinação entre o crescimento da avaliação negativa do governo e a dificuldade de Lula em ampliar sua vantagem eleitoral é um dos principais elementos políticos apresentados pela nova rodada. Apesar de liderar, o presidente chega à reta final da campanha sem conseguir estabelecer uma distância confortável sobre seu principal adversário.

 

Rejeição elevada dos dois lados

 

A polarização também aparece nos índices de rejeição. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto 45% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum.

 

Outro número ajuda a dimensionar essa polarização: 30% dos entrevistados disseram que pretendem votar em determinado candidato principalmente para evitar que outro seja eleito. Ao mesmo tempo, 72% afirmaram que sua decisão de voto já está tomada.

 

Perfil do eleitor

 

O Datafolha também mostra diferenças importantes entre os eleitorados dos dois principais candidatos. Lula apresenta desempenho melhor entre mulheres, eleitores de menor renda, nordestinos e católicos.

 

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem vantagem entre evangélicos, eleitores da região Sul e pessoas com ensino médio ou superior.

 

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula é citado por 32%, enquanto Flávio aparece com 19%.


O levantamento ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios, entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04496/2026.