Com as convenções partidárias deste sábado (1º) em Florianópolis, Concórdia já conhece oficialmente os quatro nomes que representarão o município na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.
Neste sábado (1º), em Florianópolis, os ex-prefeitos Rogério Pacheco (PSD) e Edilson Massocco (PL) tiveram suas candidaturas a deputado estadual homologadas durante as convenções de seus partidos. Antes deles, o atual deputado estadual Neodi Saretta (PT) já havia confirmado sua candidatura à reeleição na convenção da legenda. Também neste sábado, o presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, Closmar Zagonel (MDB) teve oficializada sua candidatura a deputado federal.
Com isso, Concórdia terá três candidatos disputando vagas na Assembleia Legislativa e um representante na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A pergunta que surge é inevitável: o eleitorado de Concórdia e da região tem força para eleger todos eles?
A resposta é: sim e não.
Toda campanha eleitoral começa em casa. Uma das máximas do marketing político é que um candidato precisa sair muito bem votado em seu município e em sua região para chegar competitivo ao restante do Estado. Nesse aspecto, todos os candidatos de Concórdia terão um desafio semelhante: conquistar uma votação expressiva no município e na região da AMAUC para chegar fortalecidos à reta final da disputa.
Entretanto, cada partido trabalha com uma realidade diferente. O número de votos necessário para conquistar uma cadeira depende do desempenho da legenda, do quociente eleitoral e da distribuição dos votos em todo o Estado.
Segundo informações apuradas pela Página Quatro junto a lideranças partidárias, as estimativas internas das legendas trabalham com os seguintes patamares de votação para uma possível eleição:
Considerando que Concórdia deverá registrar entre 40 e 50 mil votos válidos nas eleições deste ano, uma votação expressiva dos candidatos locais representa um importante ponto de partida para a construção de suas campanhas.
Nesse cenário, Concórdia e a região da AMAUC terão papel decisivo. Embora os votos da região, isoladamente, não sejam suficientes para garantir a eleição dos quatro candidatos, uma votação expressiva “em casa” representa o primeiro e mais importante passo de qualquer campanha. Se o eleitorado de Concórdia concentrar boa parte de seus votos nos candidatos do município, as chances de ampliar a representação política local aumentam significativamente. A partir dessa base, caberá a cada candidato buscar os votos necessários em outras regiões de Santa Catarina para transformar esse potencial em mandato.
Em outras palavras, é possível, sim, que Concórdia eleja três deputados estaduais e um deputado federal. Mas esse caminho começa, necessariamente, pelo desempenho dos candidatos no próprio município e na região da AMAUC, que podem ser decisivos para impulsionar cada uma das campanhas rumo às vagas em disputa.





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