Chiodini alerta para risco de El Niño forte e cobra investimentos em prevenção em Santa Catarina

O deputado federal e pré-candidato ao governo de Santa Catarina, Carlos Chiodini (MDB), publicou um vídeo nas redes sociais em que faz um alerta sobre a previsão de intensificação do El Niño e defende ações imediatas para reduzir os impactos das chuvas no Estado.


Segundo Chiodini, Santa Catarina é o estado brasileiro mais vulnerável a desastres naturais, concentrando quatro em cada dez alertas emitidos no país. Ele afirma que a preocupação não decorre apenas da repercussão do tema, mas das projeções que indicam a possibilidade de um dos episódios mais intensos do fenômeno nas últimas décadas.

 

O parlamentar destaca que a previsão aponta para chuvas intensas até novembro na Região Sul. Diante desse cenário, defende que União, Estado e municípios ampliem os investimentos em prevenção e proteção da população.

 

“A gente pede a Deus que a previsão esteja errada, mas também temos que cobrar tanto o governo federal quanto o estadual e os municípios por investimento em Defesa Civil”, afirmou.

 

Chiodini argumenta que, embora o período seja considerado apertado para grandes intervenções, ainda é possível reduzir os impactos das cheias com medidas emergenciais e obras preventivas.

 

Ele cita que Santa Catarina possui cerca de 3 mil áreas de risco, número que, segundo ele, deve orientar a definição das prioridades de investimento.

 

Ao relatar visitas pelo Estado, o deputado afirma ter encontrado barragens sem manutenção, rios assoreados e falta de obras estruturantes para conter enchentes.

 

“Eu rodo o Estado inteiro e o que vejo me preocupa. Barragens sem manutenção, rios e falta de investimentos em obras que vão evitar as cheias”, disse.

 

Chiodini também menciona levantamento do Tribunal de Contas apontando que Santa Catarina investiu pouco em Defesa Civil e ressalta que sua manifestação não busca responsabilizar governos específicos, mas chamar atenção para a necessidade de ações preventivas.

 

No encerramento, faz um apelo para que o poder público aja antes da ocorrência de novos desastres.

 

“A gente não pode ficar esperando a tragédia para depois chorar. Estamos falando de vidas, de pessoas que perdem tudo e que muitas vezes levaram uma vida inteira para construir seu patrimônio”, concluiu.