A escritora e ilustradora concordiense Cidiane Guisso afirma que teve frustrada a oportunidade de lançar sua obra A Vida na Colônia durante a Feira do Livro de Concórdia e de realizar contações de histórias nas escolas municipais. Segundo ela, o projeto estava encaminhado junto à então secretária municipal de Educação, Cássia Bortoli Roncaglio, mas acabou não sendo levado adiante após a mudança no comando da pasta.
Mensagens às quais o Página Quatro teve acesso mostram que, ainda na gestão de Cássia, havia tratativas para a participação da escritora nas atividades do município. Conforme a autora, a previsão incluía o lançamento do livro, contações de histórias para estudantes da rede municipal e a aquisição de exemplares da obra.
Reconhecida pelo trabalho de valorização da agricultura familiar e da cultura regional, Cidiane foi homenageada neste ano pela Câmara de Vereadores de Concórdia com uma Moção de Aplausos, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Closmar Zagonel (MDB), em reconhecimento à contribuição para a literatura concordiense.
Em contato com o Página Quatro, Cidiane afirmou que, após a troca no comando da Secretaria de Educação, foi informada de que as atividades não seriam mais realizadas. Ela sustenta que sua situação não está relacionada ao edital de participação da Feira do Livro, mas a um encaminhamento anterior já existente.
Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Cultura de Concórdia, Pamela Pasin Dal Vesco Sonza, apresentou uma versão diferente. Segundo ela, todos os escritores de Concórdia e da região da Amauc foram convidados a participar da Feira do Livro por meio de edital público.
De acordo com a secretária, Cidiane não participou porque não realizou a inscrição dentro do prazo estabelecido. Pamela afirmou ainda que todos os autores inscritos estão expondo e lançando suas obras normalmente durante o evento.
A secretária também esclareceu que o único escritor contratado e remunerado pela programação oficial da Feira do Livro foi Eliardo França. Segundo ela, para participar da feira como autora expositora, Cidiane igualmente precisaria ter efetuado a inscrição por meio do edital.
As versões divergem sobre os motivos da ausência da escritora na programação. Enquanto Cidiane afirma que já havia um encaminhamento para o lançamento da obra e para atividades culturais nas escolas municipais, a secretária de Cultura sustenta que a participação na Feira do Livro ocorreu exclusivamente por meio do edital público destinado aos escritores.





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