Moisés diz que união entre União Progressista, MDB e PSD inaugura “um momento novo” em Santa Catarina

O ex-governador Carlos Moisés afirmou que a composição formada pela Federação União Progressista (PP/União Brasil), MDB e PSD representa “um momento novo” na política catarinense. A declaração foi dada durante agenda política em Concórdia, ao comentar a construção do grupo que apoia a pré-candidatura de João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado.


Ao ser questionado sobre a aproximação entre a União Progressista e o MDB, Moisés afirmou que não tem procuração para falar em nome da federação, mas destacou que a presença do pré-candidato ao Senado Antídio Lunelli (MDB) animou a militância emedebista. Segundo ele, a disposição do senador Esperidião Amin (PP) em compor a chapa, tendo um suplente do MDB, também fortaleceu o projeto.

 

“O que se discute hoje não é mais nós e eles, direita e esquerda. É entrega”, afirmou.


Moisés disse ainda que o grupo reúne lideranças responsáveis pela construção do desenvolvimento de Santa Catarina e ressaltou que os três ex-governadores vivos do Estado estão ao lado de João Rodrigues, o que, segundo ele, representa um sinal claro ao eleitorado.

 

Durante a entrevista, o ex-governador voltou a criticar a gestão de Jorginho Mello (PL). Segundo Moisés, cerca de 90% das obras estaduais iniciadas em seu governo foram paralisadas. Ele citou levantamento da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) que apontaria 504 obras interrompidas em municípios catarinenses, além da suspensão de intervenções em rodovias estaduais.

 

Na avaliação de Moisés, a revisão dos contratos promovida pelo atual governo atrasou investimentos e aumentou os custos das obras. Como exemplos, citou a Barra do Camacho e a Ponte do Pontal, no Sul do Estado, afirmando que os projetos estavam prontos para licitação, mas acabaram engavetados.

 

Segundo o ex-governador, João Rodrigues assumiu o compromisso de retomar essas obras caso seja eleito governador. Moisés também afirmou que Santa Catarina possui recursos suficientes para investir em infraestrutura e defendeu que o dinheiro em caixa seja utilizado para atender às necessidades da população, em vez de permanecer parado.