Defesa contesta quantidade de gatos em caso que ganhou repercussão em Concórdia

A defesa da tutora de animais investigada no caso que ficou conhecido como o dos “gatos de Concórdia” divulgou nesta sexta-feira (19) uma manifestação oficial contestando informações que vêm sendo divulgadas desde o início da investigação. O principal ponto questionado pelos advogados é a quantidade de animais que estaria sob os cuidados da moradora.


Em nota encaminhada à imprensa, a defesa afirma que nunca existiram cerca de 400 gatos no apartamento, número que passou a ser amplamente divulgado após o caso ganhar repercussão estadual. Segundo os advogados Otavio Marques de Melo e Otavio Bona Marques de Melo, documentos e relatórios técnicos anexados ao processo demonstrariam uma quantidade significativamente menor de animais.

 

A manifestação destaca ainda que a tutora vinha cumprindo medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado anteriormente com o Ministério Público. Entre as ações citadas estão a castração e microchipagem de felinos, acompanhamento veterinário, aquisição regular de alimentos e cuidados com a limpeza do imóvel.

 

Outro argumento apresentado pela defesa é que a investigada utilizava grande parte de sua renda para manter os animais, o que, segundo os advogados, afastaria a existência de intenção deliberada de praticar maus-tratos.

 

Os defensores também mencionam a possibilidade de a tutora apresentar transtorno de acumulação de animais, condição que, segundo eles, exigiria avaliação e acompanhamento especializado.

 

O inquérito policial sobre o caso já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos durante a investigação para definir os próximos passos.

 

Na nota, a defesa afirma que busca esclarecer informações consideradas equivocadas e alerta para os impactos que a divulgação de dados imprecisos pode causar à investigada. Os advogados também questionam a origem da estimativa inicial de aproximadamente 400 gatos e defendem que os números efetivamente constatados durante o processo sejam considerados na análise do caso.


O episódio ganhou grande repercussão em Concórdia e em Santa Catarina, mobilizando órgãos públicos, entidades de proteção animal e a própria comunidade. A situação também gerou debate sobre os elevados custos envolvidos no acolhimento, tratamento veterinário e manutenção dos animais retirados do imóvel.