Tiago Zilli garante assinatura e viabiliza CPI do caso Orelha na Assembleia Legislativa

A tentativa de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso da morte do cão Orelha ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O deputado estadual Tiago Zilli (MDB) anunciou durante a sessão plenária que irá assinar o requerimento apresentado por Mário Motta (PSD), garantindo o número mínimo de apoios necessários para a instalação da comissão.  

 

Até então, o pedido contava com 13 assinaturas. Com a adesão de Zilli, o requerimento alcança as 14 subscrições exigidas pelo regimento interno da Assembleia para que a proposta avance na tramitação. A formalização, entretanto, ainda depende da manutenção das assinaturas já obtidas. Isso porque o deputado Jessé Lopes (PL), que havia apoiado a iniciativa anteriormente, retirou seu nome da lista nos últimos dias.  

 

O caso Orelha ganhou repercussão nacional no início deste ano após a morte do cão na Praia Brava, em Florianópolis. Inicialmente tratado como um possível episódio de maus-tratos, o caso acabou sendo arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina após a conclusão de que o animal apresentava doença terminal e teria morrido por causas naturais, sem indícios de crime.  

 

Apesar do arquivamento, Mário Motta sustenta que permanecem dúvidas sobre a condução das investigações e afirma que a sociedade ainda aguarda respostas. Durante pronunciamento na tribuna, o parlamentar apresentou uma carta enviada por Elaine Morales, moradora do Arizona, nos Estados Unidos, pedindo que a Assembleia siga buscando esclarecimentos sobre o caso.

 

Segundo Motta, o objetivo da CPI não é questionar a atuação das instituições responsáveis pela investigação, mas exercer o papel fiscalizador do Parlamento catarinense. “Fatos relevantes permanecem sem o devido esclarecimento. A sociedade ainda carece de respostas”, argumentou o deputado durante a sessão.  

 

Ao justificar sua decisão, Tiago Zilli afirmou que inicialmente não pretendia se manifestar sobre o tema, mas mudou de posição por entender que a Assembleia tem o dever de ouvir os anseios da população.

 

“Entendo que é nosso dever e obrigação defender os anseios da sociedade. Isso não é uma caça às bruxas”, declarou o parlamentar do MDB ao anunciar sua assinatura.  

 

Caso seja efetivamente instalada, a CPI deverá aprofundar a análise sobre a investigação realizada pelas autoridades, incluindo laudos periciais, depoimentos e demais elementos relacionados à morte do animal, um episódio que mobilizou entidades de proteção animal e gerou ampla repercussão dentro e fora de Santa Catarina.  

 

Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc