O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, admitiu a possibilidade de o partido lançar uma chapa exclusivamente formada por integrantes da própria legenda na eleição presidencial de 2026. O cenário em discussão teria o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência da República e o próprio Kassab como eventual vice. A definição, porém, ficou adiada para julho.
Segundo Kassab, o PSD trabalha atualmente com dois caminhos distintos. O primeiro é a construção de uma ampla aliança de centro-direita em torno da candidatura de Caiado, envolvendo negociações com outras legendas e lideranças políticas. O segundo cenário prevê justamente uma chapa totalmente composta por quadros do PSD, reforçando a identidade partidária na disputa nacional.
Apesar de ter sido citado como possível vice, Kassab afirmou que não possui interesse pessoal no cargo e que sua prioridade é viabilizar uma candidatura competitiva de Caiado.
“Minha pretensão é que o Caiado ganhe a eleição”, afirmou o dirigente do PSD ao comentar as articulações internas da sigla.
Nos bastidores, a discussão ocorre ao mesmo tempo em que Caiado mantém conversas com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do Novo ao Palácio do Planalto. Os dois se reuniram nesta semana em São Paulo para discutir uma possível convergência eleitoral, embora ainda não exista definição sobre quem seria cabeça de chapa ou eventual vice.
A aproximação entre Caiado e Zema é vista como uma tentativa de fortalecer uma alternativa de direita fora do eixo formado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro, que aparecem como os principais polos da disputa nacional. Pesquisas recentes mostram, entretanto, que tanto Caiado quanto Zema ainda enfrentam dificuldades para ampliar espaço eleitoral e crescer nas intenções de voto.
Ao mesmo tempo, Kassab tem reforçado internamente que o PSD não pretende abrir mão de protagonismo na eleição presidencial. Em declarações recentes, o dirigente afirmou que a candidatura de Caiado “vai até o fim” e minimizou especulações sobre alianças que colocariam o partido apenas na condição de coadjuvante.
A expectativa é que julho se torne um mês decisivo para o futuro da chapa presidencial do PSD. Até lá, a sigla seguirá avaliando pesquisas, alianças estaduais e a viabilidade de uma candidatura própria ou de uma composição mais ampla no campo da centro-direita.






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