O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com informações divulgadas neste domingo (15), o quadro apresentou estabilidade nas últimas horas, com melhora da função renal, embora os médicos ainda considerem a situação grave e que exige acompanhamento intensivo.
Bolsonaro está hospitalizado desde a última sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde cumpre prisão preventiva. Ele foi atendido inicialmente pela equipe médica da unidade prisional e, diante da piora do quadro respiratório, transferido para atendimento hospitalar.
Quadro clínico
Segundo o boletim médico mais recente, o ex-presidente apresentou melhora na função renal, mas exames indicaram elevação nos marcadores inflamatórios, o que levou a equipe médica a ampliar o tratamento com antibióticos.
Além disso, os médicos intensificaram a fisioterapia respiratória e motora para auxiliar na recuperação pulmonar.
Bolsonaro permanece:
— recebendo oxigênio por cateter nasal
— realizando fisioterapia respiratória na UTI
— alimentando-se com dieta pastosa
Ainda não há previsão de alta hospitalar. A expectativa da equipe médica é que ele permaneça internado por pelo menos mais uma semana, dependendo da evolução clínica.
Evolução antes da internação
Relatórios da equipe de saúde que acompanha Bolsonaro na prisão indicam que o ex-presidente apresentou uma rápida piora do quadro respiratório antes de ser levado ao hospital.
Na quarta-feira (11), ele ainda apresentava bom estado geral e chegou a realizar uma caminhada de cerca de 4,2 quilômetros. No dia seguinte, voltou a caminhar por aproximadamente 5 quilômetros, embora já apresentasse alguns episódios de soluço e desconforto.
Na madrugada de sexta-feira, no entanto, agentes penitenciários acionaram atendimento médico após Bolsonaro relatar calafrios e febre. A saturação de oxigênio teria caído para 82%, nível considerado baixo, o que levou à transferência imediata para o hospital.
Após exames, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana bilateral, associada à aspiração de conteúdo gástrico, quadro que pode ocorrer quando líquidos do estômago atingem os pulmões.
Avaliação médica
De acordo com integrantes da equipe médica, os antibióticos ainda não atingiram o efeito máximo, o que explica a manutenção do quadro considerado grave.
Familiares do ex-presidente estiveram no hospital durante o fim de semana. O senador Flávio Bolsonaro informou que os médicos seguem monitorando a resposta ao tratamento e aguardam a evolução clínica nos próximos dias.
Defesa avalia novo pedido à Justiça
Diante da internação, a defesa de Bolsonaro também estuda apresentar um novo pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias, condicionado à conclusão de um laudo médico sobre o estado de saúde do ex-presidente.
O argumento dos advogados é que o quadro clínico exigiria acompanhamento constante e poderia representar risco caso Bolsonaro permaneça sem assistência médica imediata.





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